Os destaques do Brasil na vitória sobre a Alemanha que podem impressionar Tite

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A goleada do Brasil sobre a Alemanha, que abriu a participação da seleção na olimpíada de Tóquio, deu os primeiros sinais sobre os jogadores que podem se destacar na campanha pela segunda medalha de ouro consecutiva. E também chamar a atenção do técnico Tite para as próximas convocações da seleção principal, vice-campeã da Copa América e de olho nas Eliminatórias da Copa de 2022.

O placar de 4 a 2 construído pela equipe de André Jardine confirmou a importância do atacante Richarlison, autor de três gols, e um dos únicos remanescentes da seleção que jogou o torneio continental no Brasil. O jogador do Everton, da Inglaterra, foi mais protagonista na equipe olímpica, sem deixar de exibir a dedicação pela qual é conhecida no time de Tite. Sua participação na estreia ajudou a apagar um pouco a imagem deixada depois da Copa América, em que marcou apenas uma vez em todo o torneio.

Mais pelo comando do ataque do que na ponta, em esquema diferente, com dois atacantes, Richarlison ainda pode melhorar o entendimento com Matheus Cunha. Cada um finalizou sete vezes contra a Alemanha. A diferença é que Cunha desperdiçou mais chances que o companheiro, inclusive o pênalti. Foram três no total. O jogador do Herta Berlim fez um bom começo de partida, trabalhando bem na função de pivô e resguardando a bola no ataque. Além de uma assistência para Richarlison, conseguiu cinco passes decisivos.

Com 18 gols pela seleção olímpica, Matheus já era alvo de observação de Tite. Tem potencial para jogar mais enfiado, bom porte, mas também velocidade para arrastar os marcadores vindo de trás, com certa habilidade. Falta-lhe um pouco mais de espírito coletivo nas jogadas, impressão da estreia talvez atrapalhada pela formação recente do grupo.

Se o excesso de gols joga a luz sobre os atacantes, não se pode esquecer do sistema por trás dessa linha de frente. Funcionou muito bem a participação de Antony pela ponta direita. O atacante deu amplitude e profundidade ao time e proporcionou jogadas velozes contra a espaçada e lenta defesa alemã. Entre as linhas também circularam bem Claudinho e Bruno Guimarães. O meia do Lyon foi destaque com um percentual muito alto de acerto nos passes (94%) e bolas longas (87%), segundo dados do Sofascore.

Começou com ele a jogada do primeiro e segundo gols, além do passe para Paulinho marcar o quarto. Armando mais pela esquerda, conseguiu acionar tanto Claudinho como as subidas de Arana. O lateral-esquerdo foi outro que chamou a atenção positivamente pelo apoio. Com dificuldade de ver os alas emplacarem na seleção principal, Tite tem observado gerações mais jovens, e Arana tem futebol para concorrer com Renan Lodi e Alex Sandro.

É certo afirmar o mesmo quando se vê Daniel Alves aos 38 anos em plena forma. E equilibrado entre as funções defensiva e ofensiva. Claro que pensar no veterano para a Copa de 2022 pode soar exagerado, mas como futebol é momento, é inegável que seu talento chama atenção na posição que hoje também apresenta carência no time principal. Daniel ganhou 12 duelos em 14 disputados e teve 95 ações com a bola, com 89% dos passes certos. Não apoiou tanto no setor de Antony, mas deu quatro passes decisivos.

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