Os dez anos da Prima Bruschetteria e as novidades do grupo famoso por antecipar tendências

Lívia Breves
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Os sócios André Korenblum, Cristiano Lanna, Dani Branco, Erik Nako e Luiz Petit

Não se falava em restaurante de só um tipo de prato, drinque em jarra, carta de gim, Aperol Spritz e outras modinhas em janeiro de 2010, quando os chefs Erik Nako e Cristiano Lanna e o restaurateur Andre Korenblum abriram a Prima Bruschetteria, no Leblon, com tudo isso e muito mais.

O trio, todos com 20 e poucos anos na época, compartilhava a vontade de empreender. “Eu tinha voltado da Itália e sugeri trazer um lugar só de bruschettas para cá”, lembra Erik. A ideia bombou. Vendiam o petisco italiano a R$ 3 e alguns quebrados em um ambiente moderninho. Na loja de 40 lugares eles somavam 3 mil pessoas por mês.

Logo depois, começaram a diversificar. Para a Livraria Travessa criaram o café Verso. Para uma loja pequenininha no Leblon ganharam o reforço do sócio Luiz Petit e abriram o Pabu, o primeiro izakaya da cidade.

Em seguida, lançaram, em uma casa em Ipanema, outro japa, o Ko Ba, e o Maria e o Boi, com um cardápio de carnes que vai do filé aos miolos. “O primeiro passo é encontrar um ponto que comporte a ideia”, garante André. “Temos um caderninho com muitas apostas, mas o local é decisivo sobre qual delas tiraremos do papel”, completa Christiano. A única mulher entre os sócios é Daniela Branco, que, desde 2010, gerencia a Prima. “A casa é o celeiro de onde saem os funcionários para as outras”, observa ela.

Festejando a década de sucesso, eles, além de dar cara nova ao espaço, que virou Prima Osteria & Bruschetteria, repaginaram o ambiente. A festa chega em forma de novos sabores de bruschetta, criados pelos chefs que fizeram parte da história do grupo, como Ricardo Lapeyre, Manu Zappa, Bruno Katz e Pablo Ferreyra.

Em tempos de Covid-19, eles não só elaboraram um menu especial de paninis como desenvolveram um sistema de entregas a pé, apenas nos bairros dos restaurantes, que tem desconto de 10%, e take away, com 20%. Assim evitam o máximo de contato e confinamento de seus funcionários.

E o que mais vem por aí? “Vamos abrir uma tasca portuguesa contemporânea aqui no Leblon, na Humberto de Campos, ao lado do Pabu. Já está em obras”, conta Erik. Sempre pioneiros.