Os dez anos de Kaká como melhor do mundo

Foto: Getty Images

Em 2017, olhar para a carreira de Kaká é quase um convite ao saudosismo. Dez anos depois de ser eleito como melhor jogador do mundo, o craque formado no São Paulo vive uma fase de desfecho, decidindo entre a aposentadoria ou uma última passagem pelo Tricolor paulista. Recém-saído do Orlando City, o brasileiro teve muita história para contar na última década.

Você já viu o app do Yahoo Esportes? Baixe agora!
Download para iOS
Download para Android
Download para Windows

Foi no dia 17 de dezembro de 2007 que Kaká, então no Milan, foi apontado pela Fifa como o maior jogador do ano. Naquela época, o brasileiro se consolidou como grande força para impulsionar o Milan ao título da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes, em cima do Boca Juniors. A vitória por 4 a 2, em Yokohama, sacramentou o que já era esperado: ninguém no planeta jogou tanta bola quanto o milanista.

Na eleição da Fifa, Kaká somou 1047 votos, superando Messi, com 504 votos, e Cristiano Ronaldo, com 426. Desde então, a disputa foi monopolizada pelo argentino e pelo português. Nenhum outro jogador além dos dois conseguiu levar o prêmio depois de Kaká.

Idolatrado no Milan, o brasiliense saiu da Itália em 2009, assinando com o Real Madrid. A transferência, uma das mais caras da história, foi ofuscada pela chegada de Cristiano Ronaldo na mesma janela. Mas as lesões atormentaram o brasileiro, que nunca chegou a brilhar. Problemas no púbis e no joelho arruinaram a passagem de Kaká pelo Santiago Bernabéu e também a participação do meia pela Copa de 2010, na África do Sul.

Foto: Getty Images

Criticado pela torcida e pela imprensa na Espanha, acertou um breve retorno ao Milan em 2013, dividindo a responsabilidade de criação com Robinho, seu ex-colega de seleção. O reencontro com a massa rossonera não foi como esperado e Kaká se juntou ao projeto ambicioso do Orlando City na MLS. O futebol dos Estados Unidos vinha crescendo e contava com outras estrelas veteranas para alavancar a popularidade da Liga.

Antes de estrear com a camisa do Orlando, passou alguns meses no São Paulo, ajudando bastante na campanha de vice-campeonato no Brasileirão. Capitão, camisa 10 e destaque absoluto do time norte-americano, Kaká esteve abaixo de sua média de rendimento, novamente encontrando as lesões como obstáculos. Em três anos, alternou entre o departamento médico, somando apenas 75 partidas com o clube da Flórida.

Foto: Getty Images

Kaká, prestes a se despedir do futebol após 16 anos de carreira, pode dizer que cumpriu com as expectativas criadas a seu respeito. Nem tanto pela breve participação no título do Brasil na Copa do Mundo de 2002, mas pelo que veio depois. O meia fez parte de uma das equipes mais fascinantes da Seleção desde a lendária geração de 1982. Muito embora o título tenha escapado em 2006, o “Quadrado Mágico” ao lado de Ronaldo, Ronaldinho e Adriano ainda é referência de grande futebol.

Para o São Paulo, a chance de contar com o seu ídolo novamente pode até servir como um alento após um ano complicado, mas o Kaká de 2018, com 35 anos, não terá muito mais a oferecer, desportivamente falando. Será o reencontro de um craque do passado com o seu clube formador, uma despedida merecida a um dos nossos últimos astros vitoriosos. O desfecho, neste caso, é mais do que justo, de acordo com o que Kaká construiu no esporte.