Os Melhores filmes de 2021

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"Homem-Aranha Sem Volta Para Casa"

O frisson em volta de Homem-Aranha Sem Volta Para Casa tem uma dose cavalar de nostalgia, mas o filme não depende só disso para funcionar. Ainda que não seja impecável e tenha algumas bengalas para segurar o crossover desejado pelos fãs há anos, há uma jornada do novo Peter Parker feita de forma louvável e também uma importante carga emocional que poucos filmes de heróis tiveram nos últimos anos. Dado o contexto em que chegou e a experiência que proporcionou em 2021, é impossível não listar Sem Volta Para Casa entre os Melhores do Ano.

"Maligno"

Dos poucos exercícios de estilo e gênero no cinema popular recente, Maligno é um exemplo de como um diretor badalado como James Wan ainda consegue fazer algo original e experimental na mesma medida. O terror com ar de investigação noir mostra os traços de narrativa que fizeram Wan ser tão reconhecido e ainda traz um suspense de qualidade digna.

"Ataque dos Cães"

Melhor filme já feito pela Netflix e um dos melhores exemplos de 2021, Ataque dos Cães é a história mais amarga e encantadora do ano. O longa marca a volta de Jane Campion à direção e traz também o melhor papel da carreira de Benedict Cumberbatch, que faz um cowboy cheio de nuances e dores pouco faladas. Junto com a trilha de Jonny Greenwood, não vai ser surpreendente ou injusto que Ataque leve todos os prêmios do ano.

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"Licorice Pizza"

Paul Thomas Anderson parece ter dificuldades em decepcionar, mesmo quando faz um filme cheio de autorreferências e piadas sobre um período específico da história de Los Angeles. O romance setentista que é Licorice Pizza mostra um PTA mais leve, otimista e romântico como em Embriagado de Amor, mas tão dono da narrativa e da história como em Sangue Negro. Apoiado pelo ótimo elenco liderado pela revelação Alana Haim, o cineasta traz novamente a certeza de que é um dos maiores nomes do cinema moderno.

Matrix Resurrections

O filme mais polêmico e odiado do ano é, também, um dos melhores de 2021. A volta de Lana Wachowski para o mundo de Neo e Trinity é uma viagem imperfeita e confusa pela Matrix que se transformou a indústria do entretenimento nos últimos 20 anos. Mesmo com uma história perdida em si e pontas que não se encaixam com o que foi deixado em Revolutions, este quarto capítulo é tão forte e pessoal quanto o primeiro Matrix. Se faltam lutas e estilo, sobram discussões e vozes na pele do casal protagonista, o veículo das dores e provocações conscientes e impactantes de Lana Wachowski.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice

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