Os próximos passos do grupo que levou rosas brancas em prol das mulheres ao Grammy

Emma Gray


As rosas brancas estavam em todas as partes na cerimônia do Grammy 2018 – presas singelamente ao vestido de Lady Gaga; nas lapelas de Ne-Yo, Ryan Seacrest e Sam Smith; e até na mão delicadamente pintada de Cardi B.

As flores foram o aceno da indústria da música ao movimento Time's Up contra o abuso e o assédio sexual em Hollywood. Um grupo chamado Voices in Entertainment, criado por integrantes da indústria musical, incentivou os artistas a exibirem rosas na "maior noite da música", dizendo que essas flores são símbolos de "esperança, paz, compaixão e resistência".

O Voices in Entertainment conseguiu chamar nossa atenção, mas os críticos se perguntavam: o que virá? Agora que o Grammy terminou, finalmente veremos mudanças numa indústria com uma longa história de acusações de má conduta sexual?

No Globo de Ouro, quase todas as personalidades se vestiram de preto em solidariedade ao Time's Up. Como consequência, os debates sobre o assédio sexual, as diferenças nos salários e "o poder das mulheres" na indústria dominaram a noite. Quando o fim de semana terminou, o fundo de defesa jurídica do Time's Up havia arrecadado mais de 15 milhões de dólares (cerca de 50 milhões de reais) para buscar justiça por atos de assédio sexual no ambiente de trabalho e para defender a paridade de gênero na indústria.

O grupo Voices in Entertainment inicialmente esperava que as rosas "manteriam vivo o debate iniciado no Globo de Ouro... sobre segurança e igualdade no trabalho para todas as pessoas, especialmente para as mulheres", disse ao HuffPost a cofundadora do grupo Karen Rait, da Interscope/Geffen/A&M Records.

Rait organizou o Voices in Entertainment com Meg Harkins, vice-presidente da Roc Nation, além de outras mulheres, logo antes do Grammy. Ela diz que o grupo cumpriu seu objetivo, citando o grande número de pessoas que passaram pelo tapete vermelho...

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