Os riscos dos acordos informais de adoção

A atriz Carol Nakamura contou nas redes sociais que o menino W., de 12 anos, que morava com ela há três anos e a quem ela chamava de filho, decidiu voltar a morar com a mãe biológica. Eles se conheceram em uma ação social que a atriz fez no lixão de Gramacho, no Rio de Janeiro. Carol conheceu a família dele, que vivia em condições de vulnerabilidade, e decidiu acolher a criança, mas não houve um processo formal de adoção. A divulgação da história chamou a atenção na internet, e a atriz foi criticada por não ter seguido os trâmites legais necessários. Para além da polêmica na web, especialistas no tema de adoção reforçam a importância da formalização do processo. Arranjos informais de adoção não são raros no Brasil. Mas não são raros também os problemas que surgem desses acordos sem respaldo legal. Atualmente mais de quatro mil crianças e adolescentes estão à espera de uma família no Brasil. O maior desafio é encontrar um lar para os mais velhos, que são a grande maioria. Das 33 mil famílias na fila da adoção, hoje, menos de 6% aceitam crianças com mais de 8 anos. No Ao Ponto desta segunda-feira, a diretora da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Sara Vargas, explica as diferenças entre a chamada “adoção à brasileira” e a adoção que segue os trâmites da Justiça. Ela também alerta sobre os riscos e os problemas dos arranjos informais de adoção no Brasil. E divide recomendações importantes para as famílias que sonham em adotar uma criança.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes da atualidade. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay.

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