Os russos viverão melhor em dez anos, afirma Putin, no poder desde 2000

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O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira acreditar que a população do país estará em uma situação melhor daqui a dez anos, e voltou a defender o estado da economia nacional, atingida por uma série de pacotes de sanções ligadas à guerra na Ucrânia.

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Durante reunião com jovens empresários, em Moscou, Putin, que comanda a Federação Russa desde 2000 (entre 2008 e 2012 como primeiro-ministro), foi questionado se as condições do país daqui a dez anos estarão melhores do que hoje.

—Sim, e isso deve levar a uma melhoria na qualidade de vida — respondeu o presidente, defendendo investimentos em campos como a medicina e a tecnologia da informação, mas sem dar dados concretos sobre sua afirmação.

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Em maio, o Ministério das Finanças da Rússia revelou que o país vive a maior contração desde 1994, e espera que o PIB tenha retração de até 12% em 2022, efeito das sanções e de embargos impostos a produtos como o petróleo, um dos principais pilares da economia do país. Na quarta-feira, foi revelado que a taxa anual de inflação está em 17% — antes da invasão, o índice era de 8% ao ano.

Ao falar sobre as sanções, Putin disse que não vai cometer os mesmos "erros do passado" e fechar sua economia ao exterior, mas defendeu maior investimento interno das empresas russas — com a fuga de multinacionais após o início da guerra, companhias russas assumiram o controle de algumas operações, como a da rede de lanchonetes McDonald's, que será reaberta em breve com novo nome.

— Um país como a Rússia, é impossível cercá-lo com uma cerca. E nós mesmos não vamos construir tal cerca em torno de nós mesmos — disse Putin, defendendo que as companhias nacionais invistam internamente e tenham vantagens em relação a empresas do exterior que ali atuam.

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Sem dizer nomes, sugeriu que não vai “se curvar” à pressão externa.

— Ou um país é soberano, ou uma colônia, não importa como as colônias sejam chamadas. Agora não vou dar alguns exemplos para não ofender ninguém, mas se um país ou um grupo dos países não é capaz de aceitar decisões soberanas, já é uma colônia até certo ponto, mas uma colônia não tem perspectivas históricas, nenhuma chance de sobreviver em uma luta geopolítica tão dura — declarou.

O argumento da soberania também é usado pelos ucranianos para criticar a decisão russa de invadir seu país, e de tentar evitar que Kiev se juntasse à Otan, aliança militar ocidental liderada pelos EUA, ou se aproximasse da União Europeia. Afinal, dizem eles, as nações são livres para definirem seus rumos. Mesmo que longe de Moscou.

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