OSB mescla concertos de compositores consagrados, como Vivaldi e Mozart, com obras inéditas de autores brasileiros

Ricardo Ferreira
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Divulgação
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A Orquestra Sinfônica Brasileira leva para a internet, hoje e quinta-feira, dois concertos virtuais da Série Clássica Brasileira, programa em que interpreta músicas clássicas de autores nacionais e obras de compositores estrangeiros consagrados. As apresentações são prégravadas e serão transmitidas gratuitamente no Facebook (/orquestrasinfonicabrasileira) e no canal do YouTube da companhia (/sinfonicabrasileira).

O programa de hoje abre com dois movimentos do “Concerto para bandolim, cordas e contínuo”, do compositor italiano Antonio Vivaldi (1678-1741), seguidos de outros dois trechos do “Concerto para dois violoncelos e cordas”, também de Vivaldi. Depois, os músicos da OSB interpretam o “Trio para flauta, clarinete e fagote”, do flautista alemão Kaspar Kummer (1795-1870). O programa se encerra com “Andante para cordas”, de 1985, do maestro e compositor carioca Ricardo Tacuchian.

— É a primeira vez na história que a OSB vai tocar o “Concerto para bandolim, cordas e contínuo”, escrito por Vivaldi em 1725. Estamos abrindo espaço para obras inéditas na nossa programação e dando luz ao repertório erudito para bandolim pouco conhecido no Brasil — conta o violinista Kleber Vogel, que será solista na obra de Vivaldi hoje.

Quinta-feira, o programa apresentado pela OSB começa com o primeiro movimento do “Quarteto para flauta K. 285”, de Mozart (1756-1791), seguido de “Uma canção ao trombone”, composta e executada por Diego Calderoni, e de “Danças mistas”, escrita pelo paulistano Carlos dos Santos para metais e percussão, que será apresentada pela primeira vez nas mãos da orquestra.

Ainda no embalo das celebrações dos seus 80 anos, completados em agosto, a Orquestra Sinfônica Brasileira vai comemorando com cada músico em sua casa. Os ensaios presenciais ainda não voltaram. Violinista e coordenador artístico do grupo, Nikolay Sapoundjiev explica um pouco sobre como funciona a dinâmica das apresentações do grupo transmitidas pela internet:

— O ensaio foi substituído por um áudio guia, que os músicos recebem em casa e escutam com fone, para depois realizarem as gravações. Depois, essas gravações são juntadas e passam por um processo bem árduo de edição, mixagem e masterização, até a montagem final do som e do vídeo. É um trabalho bastante volumoso — diz.

Apesar das dificuldades, Sapoundjiev comemora o uso da tecnologia como instrumento de aproximação com o público durante a pandemia. O coordenador, que é búlgaro, elogia a produção dos compositores brasileiros em tempos de isolamento.

— A gente tem o prazer de apresentar para o público obras feitas durante esse período de dificuldade, totalmente único. Fico feliz de observar como tudo reflete nos compositores brasileiros de uma forma impactante, eles traduzem isso de uma forma muito expressiva — analisa Sapoundjiev.