Oscar 2023: Michelle Yeoh, atriz malaia, recebe sua primeira indicação à maior premiação do cinema

Protagonista do aclamado “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, a malaia Michelle Yeoh, de 60 anos, recebeu na manhã desta terça-feira sua primeira indicação ao Oscar. O filme é recordista em indicações na premiação e concorre em 11 categorias, incluindo Melhor Filme. Depois de levar para casa o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme: Comédia ou Musical, no dia 10 deste mês de janeiro, Michelle figura como uma das favoritas no Oscar, a maior premiação do cinema. Ela é a primeira mulher asiática a concorrer na categoria de Melhor Atriz.

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A atriz concorre com um time de peso: Ana De Armas (“Blonde”), Andrea Riseborough ("To Leslie"), Michelle Williams (“Os Fabelmans”) e Cate Blanchet ("Tár"), que, assim como Michelle, também levou o Globo de Ouro, mas na categoria Melhor Atriz em Filme: Drama.

Diferente da premiação da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, a Academia do Oscar não divide a categoria de Melhor Atriz em “Comédia ou Musical” e “Drama”, o que torna a disputa ainda mais acirrada. Apesar de ser um termômetro para o Oscar, a última vez que uma atriz ganhou as duas premiações foi em 2019, com Renée Zellweger interpretando Judy Garland.

O Oscar tem se tornado mais receptivo com os profissionais asiáticos da indústria cinematográfica. Em 2020, o sul-coreano Parasita fez história ao levar para a casa as categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. Isso, além dos prêmios de Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Direção de Arte.

Em 2021, a sul-coreana Yuh-Jung Youn, de 73 anos, recebeu a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em Minari: Em Busca da Felicidade. Ela foi a primeira atriz do seu país a concorrer e, consequentemente, a vencer o prêmio. No ano passado, em 2022, o japonês "Drive My Car" ganhou como Melhor Filme Internacional. Ele também concorria nas categorias de Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme.

Brasil de fora

Nenhuma produção brasileira foi contemplada entre os indicados ao Oscar 2023. "Sideral", de Carlos Segundo, estava na lista dos pré-indicados à categoria de Melhor Curta-Metragem, mas acabou fora. "O território", do americano Alex Pritz — e uma coprodução entre Estados Unidos, Brasil e Dinamarca —, também figurava na pré-lista de indicados a Melhor Documentário, mas ficou fora da disputa.