OSCE diz que não enviará observadores para eleição russa

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Presidente da OSCE PA, Margareta Cederfelt

VARSÓVIA (Reuters) - A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) não enviará observadores para a eleição parlamentar russa de setembro, comunicou a entidade nesta quarta-feira, a primeira vez desde 1993 em que não estará presente.

A OSCE disse que as autoridades da Rússia limitaram o número de observadores que esta poderia enviar para o pleito, que ocorre em meio a uma repressão a críticos do Kremlin, devido à pandemia de Covid-19.

"Lamentamos muito que nossa observação das próximas eleições na Rússia não será possível", disse Matteo Mecacci, diretor do Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos da OSCE (Odhir), que monitora eleições.

O Odhir e a Assembleia Parlamentar da OSCE (OSCE PA) haviam sido convidados para observar a votação para a Duma entre 17 e 19 de setembro, mas mais tarde foram avisados que só poderiam enviar 50 e 10 observadores, respectivamente.

"A OSCE foi limitada a enviar somente uma fração pequena dos observadores que pretendíamos, e isto simplesmente não nos permite realizar o trabalho de uma maneira eficaz e minuciosa", disse a presidente da OSCE PA, Margareta Cederfelt.

A OSCE disse que as atuais restrições pandêmicas na Rússia não parecem impedir a organização de enviar observadores.

Leonid Slutsky, parlamentar russo do Partido Liberal Democrata nacionalista, descreveu a medida da OSCE como política e disse que Moscou a lamentou, relatou a agência de notícias RIA.

(Por Alan Charlish in Varsóvia e Maria Tsvetkova e Thomas Balmforth em Moscou)

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