OTAN considera 'inaceitável' uso de migrantes por parte de Belarus

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Presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, cumprimenta tropas durante exercício militar nos arredores de Brest, em 12 set. 2021 (AFP/Maxim GUCHEK)

A prática do governo bielorrusso de usar migrantes como uma "tática híbrida" para pressionar os países europeus é "inaceitável" - disse um funcionário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na segunda-feira (8).

"A OTAN monitora de perto a situação, que está pressão sobre nossos aliados Lituânia, Letônia e Polônia. O uso de migrantes por parte do regime de (Alexander) Lukashenko como tática híbrida é inaceitável", afirmou este membro da organização.

Segundo a mesma fonte, a OTAN está preocupada com a recente escalada das tensões na fronteira entre Polônia e Belarus e pediu ao governo bielorrusso que "respeite o direito internacional".

"Vimos uma onda de imigrantes que tentam entrar em território aliado através de Belarus", observou.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, mantém contato permanente com os governos locais sobre o tema, e a aliança militar "está pronta para ajudar ainda mais nossos aliados e manter a segurança na região".

Mais cedo nesta segunda, as autoridades polonesas manifestaram sua preocupação com a presença de grandes grupos de migrantes no lado bielorrusso da fronteira, no limite leste da União Europeia (UE).

"Informações muito preocupantes da fronteira. Um grupo importante de migrantes se concentrou em Belarus, perto da fronteira com a Polônia. Eles estão se dirigindo para a fronteira com a República da Polônia. Tentarão entrar na Polônia em massa", declarou o porta-voz do ministro que coordena os serviços especiais, Stanislaw Zaryn, em um tuíte com imagens de centenas de migrantes.

"Novas informações mostram que o grupo está sob estrito controle de bielorrussos armados. São eles que decidem a direção que o grupo segue", afirmou, em outro tuíte.

O vice-ministro polonês do Interior, Maciej Wasik, garantiu que "os serviços poloneses estão preparados para qualquer eventualidade".

Vários vídeos, que também foram divulgados pela oposição bielorrussa Nexta, mostram grupos de centenas, às vezes milhares, de pessoas, com mochilas, caminhando por uma estrada.

A guarda fronteiriça bielorrussa confirmou a presença de migrantes.

"Neste momento, uma grande parte dos refugiados com os seus bens pessoais se desloca por uma estrada para a fronteira com a Polônia (...) A indiferença e a atitude desumana das autoridades polonesas levaram estes refugiados a darem este passo desesperado", afirmaram, em um comunicado.

A UE acusa o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, de ter orquestrado a onda de migrantes e refugiados, procedentes principalmente do Oriente Médio, que tentam entrar em seu território. Segundo as autoridades do bloco, trata-se de uma medida de represália pelas sanções impostas por Bruxelas depois da brutal repressão do governo bielorrusso contra a oposição.

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