Trump volta a atacar ex-diretor do FBI e o acusa de quebrar a lei

Washington, 21 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou neste sábado a atacar o ex-diretor do FBI James Comey, a quem acusou de ter quebrado a lei ao tornar públicos memorandos polêmicos com detalhes das suas conversas com ele.

"Os memorandos de James Comey são classificados, eu não os desclassifiquei. Pertencem ao nosso governo! Portanto, violou a lei!", escreveu Trump na sua conta do Twitter, dois dias depois de o Departamento de Justiça entregar aos líderes de três comitês da Câmara de Representantes (Deputados) essas controversas notas.

Os sete documentos em questão, que detalham sete conversas entre Trump e Comey, são supostamente uma parte central sobre a investigação da chamada trama russa, que após a demissão de Comey passou para as mãos do promotor especial Robert Mueller.

Comey, através de um amigo, entregou um desses memorandos ao jornal "The New York Times" para zelar pelas supostas tentativas de Trump de encerrar a investigação russa.

Em um de seus tuítes de hoje, Trump desmentiu a informação que aparece nos memorandos de Comey, a quem catalogou de "mentiroso", e disse que o ex-agente "inventou totalmente muitas das coisas" que escreveu.

Nos documentos, divulgados pela imprensa americana, se repetem os comentários depreciativos de Trump sobre a "grande nuvem" da investigação russa, assim como referências ao suposto encontro de Trump com prostitutas em 2013 em Moscou, um incidente coletado em um dossiê do ex-espião britânico Christopher Steele.

Esse dossiê assegura que Trump pediu a várias prostitutas que urinassem, enquanto ele olhava, nos colchões da mesma suíte presidencial do Hotel Ritz Carlton de Moscou na qual tinha se hospedado seu antecessor, o ex-presidente Barack Obama, e sua esposa, Michelle.

Nas suas conversas com Comey, Trump negou em várias ocasiões o que ele chamava "de coisa da chuva dourada" e chegou a dizer que "a coisa das prostitutas não fazia sentido" e era parte das "notícias falsas". EFE