'Ou vai sair bem feito ou não vai sair', diz Guedes sobre reforma tributária

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BRASÍLIA — Depois de se encontrar com representantes do empresariado na tarde de quinta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a reforma tributária vai sair bem feita ou não vai sair. O ministro participou de um evento promovido pela FGV nesta sexta-feira que homenageou o ex-presidente do Banco Central (BC), Carlos Lagoni, que morreu de Covid-19 em junho.

Em sua fala, Guedes agradeceu ao economista e professor da FGV, Aloísio Araújo, que também participava do evento, por sua ajuda com a lei das falências e com a reforma tributária proposta pelo governo. Nesse contexto, o ministro disse também que não haverá aumento de imposto.

— Nunca sai do jeito que a gente quer, Aloísio (Araújo), mas fica tranquilo, ou vai sair bem feito ou não vai sair. Não vai ter esse negócio de aumentar imposto. Isso é conversa, não vai ter isso não — disse Guedes.

A reforma no Imposto de Renda apresentada pelo governo há duas semanas tem causado reações negativas de algumas partes da sociedade. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) chegou a receber uma carta de 120 entidades criticando a reforma.

Nesta sexta-feira, o parlamentar disse ao GLOBO que fará de tudo para diminuir o Imposto de Renda sobre as empresas em 10 pontos.

No mesmo evento, Guedes defendeu a proposta de tributar os dividendos em 20%.

— O imposto sobre dividendos está entre 20% e 40% no mundo inteiro. No Brasil é 0% — afirmou o ministro.

Homenagem a Langoni

Antes de ser internado por Covid-19, Langoni atuou como consultor de Guedes nas áreas de gás e de abertura comercial. O ministro lembrou do trabalho do economista e o elogiou.

— Langoni foi decisivo no início da minha vida, com essa generosidade, otimismo, e eu sinto muita falta mesmo — disse.

Em uma breve participação, o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, também elogiou Langoni e anunciou que o Banco Central fará uma coleção de medalhas em sua homenagem. Além disso, Campos Neto vai sugerir à diretoria da instituição para que o edifício do BC no Rio de Janeiro passa se chamar Carlos Langoni.

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