Ouro para Gabriel Bandeira e primeira medalha de Daniel Dias: quem são os brasileiros da natação que já subiram ao pódio na Paralimpíada

·2 minuto de leitura

A primeira madrugada de competições em Tóquio rendeu três medalhas para o Brasil na Paralimpíada, e todas através da natação. As duas primeiras foram conquistadas por xarás: Gabriel Bandeira venceu os 100m borboleta da classe S14 e ficou com o ouro, e Gabriel Araújo levou a prata nos 100m costas da classe S2.

O Brasil iniciou muito bem na competição, e a primeira medalha saiu logo no primeiro pódio. Gabriel Araújo, de 19 anos, fez a marca de 2min02s47 e subiu no segundo lugar mais alto do pódio. O ouro da prova ficou com o chileno Alberto Abarza (2min00s40) e o bronze com o russo Vladimir Danilenko (2min02s74).

O mineiro tem focomelia, doença congênita que impede a formação normal de braços e pernas, e conheceu a natação por meio de um professor de Educação Física da escola . ELe já havia conquistado antes Principais Ouro nos 50 e 100m livre e bronze nos 50m costas e nos 50m borboleta nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.

Já a primeira medalha dourada do Brasil veio logo em seguida, cerca de meia hora depois. Em sua primeira final no megaevento, Gabriel Bandeira, subiu no primeiro lugar do pódio e ainda quebrou o recorde paralímpico, com o tempo de 54s76.

Bandeira, de 21 anos, competia na natação convencional desde os 11. Após algumas dificuldades de evolução nos treinamentos, ele foi submetido a alguns testes e foi constada uma deficiência intelectual. Em 2020, Gabriel participou de sua primeira competição na natação paralímpica e já quebrou quatro recordes brasileiros. Neste ano, ele bateu ainda seis recordes das Américas.

A terceira medalha brasileira nas piscinas de Tóquio veio com o pernambucano Phelipe Rodrigues, que ficou com o bronze na final dos 50 metros livre da classe S10. A medalha é a oitava da carreira de Phelipe, que está em sua quarta Paralimpíada.

Ele nasceu com o pé direito torto congênito, e depois de algumas cirurgias para correção, passou a ter aulas de natação como forma de reabilitação. Já com 15 anos, conquistou o 3º lugar no campeonato brasileiro juvenil de natação e só aos 17 anos passou a competir na modalidade paralímpica. Em menos de seis meses, já estava competindo nos Jogos de Pequim 2008 e desde então integra a elite nacional da natação paralímpica. Especialista no nado livre, ele já tinha cinco pratas e dois bronzes no currículo. ELe foi ainda o maior medalhista do Brasil no Parapan de Lima, subindo ao pódio oito vezes.

O Brasil garantiu ainda mais um bronze, com Daniel Dias, o maior nadador paralímpico do mundo. Em sua primeira final na edição, o paulista chegou em terceiro nos 200m na classe S5. Esta se tornou a sua 25ª medalha paralímpica.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos