Overdose e suspeita de abuso da filha por xeque árabe: Quem é a ex-princesa do Catar encontrada morta na Espanha

RIO — Kasia Gallanio foi encontrada morta no último domingo em sua casa, em Marbella, na Espanha. As primeiras investigações sugerem que a ex-princesa tenha sofrido uma overdose. A morte de Kasia acontece em meio a uma longa batalha judicial, que já dura 10 anos, contra o ex-marido, Abdelaziz bin Khalifa Al-Thani, tio do emir do Catar. Nas redes sociais, ela fazia posts com críticas ao príncipe, a quem acusava de ser violento, ciumento e de ter abusado de uma das três filhas do casal.

Ela denunciou o ex-marido por violência sexual contra a filha mais velha, que teria sofrido abusos entre os 9 e os 15 anos. Abdelaziz bin Khalifa Al-Thani, que tem 73 anos atualmente, nega as acusações, e viu o tribunal parisiense rejeitar as queixas de Kasia.

Natural de Los Angeles, Kasia travava uma dura batalha judicial com ele pela custódia das filhas, “em um contexto de acusações de cunho sexual incestuoso”, segundo o jornal francês Le Parisien, que aponta que o sistema de justiça da França havia recentemente indeferido seus pedidos enquanto aguardava um teste psicológico pericial.

No início deste ano, ela havia compartilhado uma reportagem na qual as filhas deram um depoimento ao Le Parisien, elogiando a coragem delas de falarem sobre o caso.

"Estou tão orgulhosa das minhas meninas por terem a coragem de falar diretamente com a imprensa. E serem corajosas para inspirar crianças que estão na mesma situação", celebrou.

No início deste ano, ela havia compartilhado uma reportagem na qual as filhas deram um depoimento ao Le Parisien, elogiando a coragem delas de falarem sobre o caso.

"Estou tão orgulhosa das minhas meninas por terem a coragem de falar diretamente com a imprensa. E serem corajosas para inspirar crianças que estão na mesma situação", celebrou.

A separação de Kasia do xeque Al-Thani desencadeou, em 2012, uma grande batalha legal pela custódia de suas três filhas, então menores, em um caso que se arrasta sem resolução.

Em 19 de maio, o tribunal de Paris rejeitou as demandas da mulher, que havia passado vários meses hospitalizada em novembro e que, segundo o jornal francês, era propensa a colapsos nervosos e processos de desintoxicação. Isso levou um juiz a adiar o caso até que fosse obtida uma avaliação psicológica dela para melhor compreender a situação familiar.

Segundo o Le Parisien, uma das filhas do casal denunciou em meados de abril ter sido vítima de agressão sexual por parte do pai quando tinha entre 9 e 15 anos, acusações que o xeique do Catar nega, mas que levaram a Procuradoria para abrir um inquérito que está a cargo da brigada de polícia para proteção de menores.

— Minha cliente ficou arrasada com essa decisão. Acho que, acima de tudo, ela morreu de luto — diz a advogada de Kasia, Sabrina Boesch, ao jornal parisiense.

A advogada está na Espanha com as duas filhas mais velhas da mulher, de 17 anos, que tiveram de identificar a mãe nesta segunda-feira.

O corpo dela foi encontrado depois que uma de suas três filhas alertou à polícia espanhola que não conseguia entrar em contato com sua mãe havia dias. Fontes policiais confirmaram que o porteiro do complexo de apartamentos Playas del Duque, em Puerto Banús, permitiu que vários agentes entrassem na casa às 8h do último domingo. Quando os agentes chegaram, encontraram a mulher morta na cama sem sinais de violência.

Na ausência da autópsia, uma das hipóteses que os pesquisadores estão considerando é que a morte possa ter ocorrido após o consumo de alguma substância, segundo o Le Parisien.

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