Oxford e AstraZeneca começam a testar vacina contra a variante Beta do coronavírus

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OXFORD — A Universidade de Oxford anunciou neste domingo que começou a aplicar em alguns voluntários uma vacina desenvolvida com o laboratório AstraZeneca contra a variante Beta do coronavírus, inicialmente detectada na África do Sul. O objetivo é testar a eficácia do imunizante.

A universidade britânica e o laboratório anglo-sueco esperam reunir 2.500 voluntários no Reino Unido, África do Sul, Brasil e Polônia para realizar as fases 2 e 3 deste ensaio clínico em humanos, indica um comunicado.

O protótipo da vacina, chamada de AZD2816, foi projetada usando a mesma plataforma de vetor adenoviral que a vacina da AstraZeneca, já adotada contra o vírus e aplicada no Brasil, sob a responsabilidade da Fiocruz. Mas este novo imunizante possui pequenas alterações genéticas na proteína spike com base na variante Beta (B.1.351, sul-africana).

— Testar doses de reforço de vacinas existentes ou vacinas contra novas variantes é importante para garantir que estejamos o mais bem preparados possível para ficar à frente da pandemia — comentou o professor Andrew Pollard, diretor do Oxford Vaccine Group.

Teste clínico

O novo imunizante será aplicado em pessoas que já foram totalmente vacinadas com duas doses da vacina da AstraZeneca ou uma vacina de mRNA, pelo menos três meses após sua última injeção. Em indivíduos não vacinados, o novo imunizante será administrado em duas doses, com quatro ou doze semanas de intervalo, ou aplicado como uma segunda dose após uma primeira dose da vacina da AstraZeneca com quatro semanas de intervalo.

Seus criadores esperam ter dados provisórios desses testes ainda este ano e submetê-los à revisão regulatória, de acordo com o comunicado.

Acredita-se que as vacinas atuais sejam menos eficazes contra a variante Beta do vírus, embora todas pareçam ser muito eficazes na prevenção de suas consequências mais graves.

A vacina da variante Beta contém dez alterações na proteína spike, muitas das quais também são observadas em outras variantes preocupantes, e que levam a efeitos como, capacidade reduzida de anticorpos induzidos contra o vírus original para bloquear a entrada nas células; infectividade aumentada em comparação com o vírus original; sensibilidade reduzida de anticorpos neutralizantes para o vírus original. Essas modificações são mínimas e, em todos os outros aspectos, as duas vacinas são iguais.

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