Público aplaude show gospel e vaia Arthur Lira em posse de Lula

BRASÍLIA, DF, 01-01-2023 - POSSE PRESIDENTE LULA -  Apoiadores do presidente Lula aguardam cerimônia de posse na Praça dos Três Poderes. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 01-01-2023 - POSSE PRESIDENTE LULA - Apoiadores do presidente Lula aguardam cerimônia de posse na Praça dos Três Poderes. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O público do Festival do Futuro, programação de shows que acontece na Esplanada dos Ministérios, acompanha a cerimônia da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, através de telões distribuídos ao redor dos dois palcos que compõem o evento.

Com gritos de "Lula, Lula" e "Fora Bolsonaro", apoiadores vibraram quando o carro do presidente passou na altura do palco. Até então, as pessoas aguardavam os shows e a cerimônia mais próximos de árvores e sombras, mas o público se adensou com bandeiras do PT, camisetas com o rosto de Lula e dizeres em apoio à democracia.

Durante a transmissão da cerimônia no Congresso, o público vaiou Augusto Aras, procurador-geral da República acusado de alinhamento ideológico com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados.

Logo após a posse começa o show de Juliano Maderada, compositor de "Tá Na Hora do Jair Já Ir Embora", o grande jingle das eleições de 2022. Antes, ao longo do dia, as ruas de Brasília foram embaladas ao som de canções como "Sujeito de Sorte", de Belchior, e "O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, lançada por Elis Regina. As canções tomam conta também da Esplanada ao longo do Festival.

Com essas músicas populares um grupo de artistas abriu a primeira apresentação do dia, chamada de "Brasília de Todos os Ritmos", às 11h. Grupos também fazem pequenas apresentações no caminho em direção ao palco principal, na Esplanada dos Ministérios.

Foi na apresentação de Kleber Lucas que o público começou a crescer. Embaixo de um som forte, alguns tentavam uma sombra nas poucas árvores no local, ou usam guarda-chuvas e cangas para se proteger.

O cantor gospel se apresenta também com Clóvis Pinho, Leonardo Gonçalves e Sarah Renata, que foi aplaudida após dizer que eles representam uma parte dos evangélicos do país. "Se você vir por aí gente sendo violentada em nome da religião, da família tradicional brasileira, essa não é a régua de cristo. A régua de cristo é o amor", disse.