Público relata assédio e racismo no GP da Áustria; F-1 vai apurar

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Diversos relatos nas redes sociais têm registrado episódios de assédio contra torcedoras presentes no Red Bull Ring para o Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1. O público também aponta para casos de racismo, xenofobia e ataques a públicos LGBTQIA+. Mulheres contam ter medo de circular pelas arquibancadas ou de ir ao banheiro.

A Fórumula 1 informou na manhã deste domingo que abriu uma discussão com o promotor e a segurança do GP da Áustria sobre o comportamento dos torcedores no fim de semana.

Até o piloto Lewis Hamilton reclama desde sexta-feira sobre este tipo de comportamento, quando holandeses vibraram com seu acidente na pista (o "Orange Army" surgiu nos últimos anos, em circuitos europeus, com fãs de Verstappen se deslocando pelo continente). Ele perdeu a traseira em uma curna no Q3, e acertou a barreira de pneus de frente.

Neste domingo, ele escreveu em sua rede social que está "enojado e desapontado" com os relatos dos fãs e pede providências aos organizadores.

São previstos 105 mil torcedores em Spielberg neste domingo, dos quais 50 mil saíram da Holanda e atravessaram a Alemanha para chegar ao autódromo.

O perfil @MatoMel89 reuniu alguns relatos:

Há várias postagens nas redes sociais sobre experiências horríveis em Spielberg : “Eu estava de vestido ontem e um grupo de cinco fãs holandeses de Max (Verstappen) levantou meu vestido. Quando eu os confrontei, eles disseram que fãs de Hamilton não merecem nenhum respeito”, descreveu uma mensagem recebida por uma seguidora do perfil @teamlhnetherlandss no Instagram.

“A coisa não melhorou muito hoje, mas ao menos estão apenas tirando fotos de mim e tirando fotos de meu casaco – é personalizado, então mesmo se você olhar apenas para as cores, vai saber claramente quem eu apoio. Nunca mais compareço ao GP da Áustria de novo”, completa.

No Twitter, há este registro: “Eu passei pela arquibancada – assobios, gritos e cantadas até que passei por toda a arquibancada. É como se nunca tivessem visto uma mulher”, descreve a conta @superIicense.

“O comportamento tem sido... Decepcionante. Minhas expectativas eram baixas, mas caramba – ofensas racistas, homofóbicas, cantadas, conversas inapropriadas, toques, e a lista vai longe”, reforça @formulena.

“Eu te entendo total e completamente. Estou no circuito também e vi coisas horríveis. A garota que vende sorvetes (que está TRABALHANDO) é assediada por velhos bêbados sem pausa. É horrível”, descreveu @vettelsunshine.

Em outra postagem uma menina conta que não é de hoje que este tipo de comportamento acontece na Red Bull Ring: "Já vi várias pessoas falando sobre isso e acho que é hora de compartilhar minha experiência como fã do Max que esteve na Áustria no ano passado. Toda vez que uma mulher/menina passava (em frente à arquibancada T4) havia chamadas de gata, assobios, etc. Até mesmo pais com suas filhas"

Nas redes sociais, a Fórmula 1 publicou uma nota informando estar ciente do caso e classificando os comportamentos como “inaceitáveis”. No entanto, não há orientações a torcedores e torcedoras que sejam alvos de assédio. E informou na manhã deste domingo que abriu uma discussão com o promotor e a segurança do GP da Áustria sobre o comportamento dos torcedores no fim de semana.

“Fomos comunicados que alguns fãs têm sido alvo de comentários completamente inaceitáveis por parte de terceiros no Grande Prêmio da Áustria. Levamos estas questões muito a sério, discutimos elas com os promotores do evento e com a segurança, e iremos conversar com aqueles que relataram os incidentes. Este tipo de comportamento é inaceitável e não será tolerado”, diz a nota.

No Instagram, Lewis Hamilton publicou uma breve mensagem em apoio às vítimas: “Enojado e desapontado por ouvir que alguns fãs estão enfrentando comportamentos racistas, homofóbicos e abusivos em geral no circuito neste final de semana. Comparecer ao Grande Prêmio da Áustria ou a qualquer GP nunca deve ser uma fonte de ansiedade e dor para os fãs, e algo deve ser feito para assegurar que as corridas são espaços seguros para todo mundo”, escreveu o heptacampeão, pedindo medidas concretas contra os comportamentos. “Por favor, se você vir isto ocorrendo, relate à segurança do circuito e à Fórmula 1. Não podemos ficar sentados e permitir que isso continue.”

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