PMs do interior de SP vão fretar pelo menos 50 ônibus para irem à Paulista em 7 de setembro

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Members of the Homeless Workers Movement (MTST) protest in front of military police outside the Sao Paulo Stock Exchange (B3), in Sao Paulo, Brazil, on April 30, 2021, during the bidding for the the operating rights of the Rio de Janeiro state water and sewer system. - Brazil raked in a larger-than-expected $4 billion Friday auctioning the operating rights to the Rio de Janeiro water and sewer system, a win for President Jair Bolsonaro and his privatization agenda. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Proibidos pelo regimento interno de irem à manifestações político-partidárias, PMs devem comparecer à paisana (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
  • PMs do interior de SP fretaram dezenas de ônibus para compareceram à manifestação pró-Bolsonaro em 7 de setembro

  • Segundo o regimento interno, PMs não podem participar de manifestações político-partidárias

  • Na segunda-feira, coronel da PM foi afastado da corporação por indisciplina, após convocar conhecidos para manifestação pró-Bolsonaro

Policiais militares de cidades do interior de São Paulo vão alugar “pelo menos 50 ônibus” para comparecerem à manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Avenida Paulista, em 7 de setembro.

A informação foi dada pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) ao UOL. Entre as cidades das quais sairão esses policiais estão Itapetininga, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Bauru e Campinas.

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Segundo o parlamentar, o custo dos assentos varia de R$ 30 a R$ 100. Alguns policiais estão recebendo apoio de comerciantes locais para poderem comparecer. O deputado afirmou que “80% das tropas da PM do Estado de São Paulo são bolsonaristas”.

Pelo Regimento Disciplinar da Polícia Militar de São Paulo, policiais da ativa não podem participar de manifestações político-partidárias. Segundo Coronel Tadeu, os PMs comparecerão à manifestação à paisana.

PM afastado após indisciplina

Na última segunda-feira (23), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou que afastou um coronel da PM que estava convocando amigos, familiares e colegas para participarem da manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que acontecerá no dia 7 de setembro.

Nas redes sociais, o coronel Aleksander Lacerda fez publicações contra o Supremo Tribunal Federal e contra Doria. Segundo o governador de SP, trata-se de um "caso isolado".

Para o coronel Tadeu, Doria acertou na ação, mas, politicamente, foi o “maior erro político” do governador. “Tecnicamente, o governador agiu de forma correta, mas, politicamente, e pela maneira como se deu o afastamento, ele esgarçou a relação com a corporação, que, aliás, nunca foi boa”, disse o deputado ao UOL.

Nas redes sociais, outros PMs têm se manifestado contra Doria e favor de Bolsonaro. Um desses casos é do coronel Homero Cerqueira, da reserva. Em contato com a Secretaria de Segurança Pública, a pasta afirmou não poder agir, por não se tratar de um militar da ativa.

Divisão da Avenida Paulista

O governo de São Paulo definiu como ficará a divisão da Av. Paulista, palco tradicional de manifestações na capital. No dia 7 de setembro, acontecerá a manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), enquanto no domingo seguinte, 12 de setembro, o local receberá manifestantes contrários a Bolsonaro.

As manifestações têm que ser respeitadas contra e favor. No dia 7, serão os manifestantes a favor do governo Bolsonaro, no dia 12 de setembro, os manifestantes contra o governo Bolsonaro. O que não vamos permitir, é que no mesmo lugar, no mesmo dia, se encontrem manifestantes contra e a favor. Isso, evidentemente, o governo de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública não vai permitir", declarou o governador João Doria, em entrevista à rádio CBN.

As manifestações de 7 de setembro, convocadas por Jair Bolsonaro, teriam como palco, inicialmente, Brasília. Depois, o presidente mudou o local e pediu para que os manifestantes se reunissem na Av. Paulista. No entanto, opositores do governo Bolsonaro já haviam convocado protestos no local para o mesmo dia.

Com a disputa da Av. Paulista, coube ao governo estadual decidir como seria feita a divisão de datas.

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