PMs impedem suicídio de mulher grávida de 7 meses em MG

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Mulher estava à beira da ponte - Foto: Reprodução/Google Street View
Mulher estava à beira da ponte - Foto: Reprodução/Google Street View
  • Mulher ligou para a polícia e afirmou que se suicidaria em uma ponte

  • Os policiais a localizaram e encontrara a grávida prestes a saltar

  • Após uma hora de conversa, conseguiram convencê-la a desistir do suicídio

Dois policiais militares impediram que uma mulher de 27 anos se suicidasse na zona rural da cidade de Moeda, em Minas Gerais, na noite da última terça-feira (23). Ela está grávida de sete meses.

De acordo com informações do jornal Estado de Minas, os PMs conseguiram dissuadir a futura mãe da ideia de pular de uma ponte da região.

O episódio teve início às 19 horas, quando a própria mulher ligou para a polícia, informou que cometeria suicídio e desligou na sequência. Após diversas tentativas, o cabo Carlos Eduardo Ruffo e o soldado Lougan da Silva e Sá conseguiram contatá-la novamente.

“Nós nos identificamos e falamos que gostaríamos de conversar um pouco com ela; que ela poderia confiar no nosso trabalho e, assim, dissesse onde estava. Em um primeiro momento, ela respondeu: ‘Eu vou me matar’. Insistimos no diálogo para descobrir onde ela se encontrava e ela afirmou que se jogaria de uma ponte laranja”, relatou Ruffo ao jornal.

Apesar de a mulher não revelar sua localização exata, os oficiais conseguiram identificar o paradeiro. Ao chegarem, eles encontraram a futura mãe sentada à beira da ponte, segurando um urso de pelúcia.

“Sentei ao lado dela, com a intenção de gerar proximidade e confiança, e o soldado Logan também ficou perto dela. E foi assim que iniciamos um longo diálogo para que ela saísse daquele local de risco”, contou o cabo.

Medo da maternidade

Segundo o policial, a mulher explicou que acabaria com a própria vida por entender que não seria uma boa mãe para seu futuro filho. Após quase uma hora de conversa, os agentes finalmente a convenceram de desistir do suicídio. Ela foi encaminhada a um hospital para atendimento médico.

“Entre os vários pontos de argumentação, a gente falou que o fato dela – conforme seu próprio relato – estar fazendo o pré-natal já é um indicativo de que ela é uma boa mãe, pois mostra o compromisso com o bem-estar da criança. Quando as coisas já estavam mais calmas, mostrei a ela uma foto da minha filha arrumando a árvore de Natal e disse a ela: ‘Daqui a pouco será a sua’”, relatou Ruffo.

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