PMs são denunciados em GO por matarem rapaz com câncer nos ossos após abordagem

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Chris Wallace morreu em novembro - Foto: Reprodução
Chris Wallace morreu em novembro - Foto: Reprodução
  • MPGO formalizou as denúncias contra os PMs e pediu as prisões preventivas

  • Eles espancaram o jovem Chris Wallace, que morreu dias depois no hospital

  • O foi abordado após sair para comprar refrigerante com um amigo em Goiânia 

O Ministério Público de Goiás (MPGO) formalizou nesta quarta-feira (8) as denúncias de dois policiais militares pelo assassinato de Chris Wallace da Silva. O rapaz de 24 anos morreu após uma abordagem em Goiânia no dia 10 de novembro.

Os agentes denunciados foram identificados como Wilson Luiz Pereira de Brito Júnior e Bruno Rafael da Silva. Eles teriam feito uso de força excessiva por meio de ataques com cassetete e agressões, ocasionando a morte por traumatismo crânio encefálico grave.

O MPGO manifestou-se favorável à prisão preventiva dos PMs. Os promotores de Justiça responsáveis pela decisão entenderam que tratou-se de um “delito hediondo, cometido com crueldade e de forma fria e violenta”.

Os policiais foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Relembre o caso

Wallace tinha câncer nos ossos e estava com a saúde debilitada, mas isso não impediu a ação violenta dos policiais naquela noite, quando ele um amigo saíram para comprar refrigerante no bairro de Fidélis.

A dupla foi abordada pelos policiais, que, após os recriminarem por estarem na rua em horário avançado, deram início às agressões. O amigo conseguiu fugir, mas Wallace foi espancado.

Chris e amigo foram gravados momentos antes da abordagem - Foto: Reprodução
Chris e amigo foram gravados momentos antes da abordagem - Foto: Reprodução

O rapaz tentou explicar que tinha leucemia, mas não foi ouvido. Ele finalmente conseguiu escapar e correu para casa, onde vomitou sangue e teve crises convulsivas.

A ambulância foi chamada e levou o rapaz para o hospital. Lá, ele foi diagnosticado com traumatismo por espancamento na cabeça, contusões no abdômen e nos pulmões. Internado na UTI, lutou por seis dias antes de ter o óbito confirmado.

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