Paço Imperial, Casa França-Brasil e Parque Lage voltam a abrigar exposições

O Globo
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Três espaços culturais da cidade voltam a abrigar exposições nesta semana: o Paço Imperial e a Casa França-Brasil, no Centro, e o Parque Lage, no Jardim Botânico.

Na quinta-feira, o Paço inaugura "Limite oblíquo", com 44 fotografias abstratas de Vicente de Mello, com curadoria de Aldones Nino. No dia seguinte, o espaço na Praça XV também abre a mostra "Luz no Brasil", com 49 painéis da artista belga Françoise Schein.

Depois de um hiato de quase dois anos sem exposições, a Casa França-Brasil volta a receber o público na terça-feira (3/3) com "Casa aberta - passagens", mostra que pontua a reabertura do palacete neoclássico com obras de Claudia Hersz, Efrain Almeida e Emerson Uyra, entre dez artistas que se inspiraram na relação da casa com o Rio para criar trabalhos inéditos.

No Parque Lage, o histórico palacete da década de 1920 é ponto de partida para a exposição "Parque", que terá obras de artistas que passaram pela Escola de Artes Visuais, como Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Luiz Zerbini, Marcos Bonisson e Marcos Chaves, entre outros artistas, além de documentos, fotografias e intalações. A mostra será inaugurada nesta sexta-feira.

Outros espaços abertos

Paço Imperial, Casa França-Brasil e Parque Lage engrossam a programação de exposições que já estão em cartaz pela cidade. Outro espaço que reabriu recentemente é o Museu de Arte do Rio, que abriga mostra do muralista Paulo Wernerck, além de "Casa carioca", que aborda o conceito de moradia e espaço urbano do Rio com mais de 600 obras de diversos artistas. No Centro Cultural Banco do Brasil, ainda dá tempo de ver a mostra "O legado da art nouveau", com cem obras do artista tcheco Alphonse Mucha (termina dia 28/2). O CCBB também tem três salões dedicados à retrospectiva da artista japonesa Chiharu Shiota, que também ocupou a rotunda do edifício com um site-specific. "Buscadores: a vitalidade da arte", com obras de Roberto Barciela e Bruno Schmidt, também está na reta final na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. Nos Museu de Arte Moderna, no Centro, a relação de Hélio Oiticica com a Estação Primeira de Mangueira é um dos motes da mostra "A dança na minha experiência". O MAM também exibe "Realce", novo recorte de trabalhos de acervo do museu. Confiraaquioutros destaques da programação de exposições.

Sem previsão de retorno

Fechados por conta da pandemia que se instaurou no ano passado, alguns museus seguem com as atividades presenciais suspensas, por ora. É o caso do Museu Nacional de Belas Artes, que entrou em obras durante o período de isolamento e não tem data para voltar a receber visitantes. O Museu Histórico Nacional, na Praça Marechal Âncora, também segue fechado, sem previsão de retorno. O mesmo acontece com o Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, e com o Museu Chácara do Céu, em Santa Teresa.

Responsável por um acervo de mais de 9 mil obras de arte popular, o Museu Casa do Pontal está prestes a inaugurar sua nova sede. A instituição se mudou do antigo casarão no Recreio para a Barra depois de sucessivos alagamentos. A previsão é de que o Museu Casa do Pontal seja reaberto entre abril e junho.