País cria 280,6 mil vagas com carteira assinada em maio, segundo Caged

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BRASÍLIA — O Brasil registrou um saldo positivo de 280.666 vagas de emprego com carteira assinada no mês de maio. Com esse resultado, o país somou 1,233 milhão de postos nos cinco primeiros meses do ano.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia. O resultado de maio é fruto de 1.548.715 admissões e de 1.268.049 desligamentos.

Este é o primeiro mês sob efeitos da reedição do programa de manutenção do emprego e renda (BEm), que permite a suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada e salários, com um período subsequente de estabilidade no emprego.

A iniciativa voltou a vigorar em 27 de abril e, desde então, foram firmados 2.664.161 acordos de redução de jornada ou suspensão de contrato de trabalho em todo o país até o dia 26 de junho. Essa medida afetou 2.338.284 trabalhadores, de acordo com dados do governo.

De acordo com os dados do Caged, mais uma vez todos os setores da economia tiveram avanços na geração de emprego, com destaque para serviços. O setor foi responsável por quase metade das vagas geradas em maio, tendo saldo de 110.956 postos. Na sequência veio o comércio, com 60.480 vagas geradas. Essas atividades foram mais afetadas pela pandemia da Covid-19 e vêm apresentando reação mais forte neste ano.

A indústria e agricultura tiveram desempenhos similares. O saldo de empregos industriais foi de 44.146, enquanto as atividades agrícolas somaram 42.256 postos formais. A construção teve saldo de 22.611 empregos formais.

No mês de maio, todos os estados brasileiros também registraram saldo positivo na geração de empregos formais. São Paulo foi o estado que mais gerou vagas, com 104.707 postos.

O resultado do Caged segue contrastando com o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE. Os dados, divulgados na quarta-feira, apontam que a taxa de desemprego no Brasil foi de 14,7% no trimestre encerrado em abril, mantendo o maior nível da série histórica iniciada em 2012. O número de desempregados chegou a 14,8 milhões.

A Pnad considera vagas formais e informais e apresenta dados trimestrais. Já as informações do Caged refletem números mensais apenas de empregos formais.

Enquanto a pesquisa do IBGE investiga todos os tipos de ocupação, nos mercados formal e informal, além de empresários e funcionários públicos, o Caged só considera aqueles que trabalham com carteira de trabalho assinada.

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