Países africanos pedem cessar-fogo a rebeldes centro-africanos

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A recente violência motivada pelas eleições na República Centro-africana forçou o deslocamento de mais de 200 mil pessoas, informaram as Nações Unidas

Representantes de vários países da região dos Grandes Lagos pediram um cessar-fogo aos rebeldes que tentam depor o regime na República Centro-africana, após se reunirem nesta sexta-feira (29) em Luanda para discutir a situação no país.

"Chefes de Estado e de governo pedem às forças rebeldes um cessar-fogo unilateral e imediato", declarou o ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, ao final de uma reunião da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (ICGLR).

Em 18 de janeiro, Faustin Archange Touadéra, que participou da cúpula, foi reeleito oficialmente, em um pleito com baixa participação, para um segundo mandato no comando da República Centro-africana.

As eleições presidenciais e legislativas foram realizadas no fim de dezembro neste país assolado desde 2013 por uma guerra civil, muito mortal até 2018 e avivada pelo anúncio de uma ofensiva rebelde para impedir o pleito.

Vários grupos armados se aliaram na Coalizão de Patriotas pela Mudança (PCCh) e prometeram que chegariam à capital, Bangui.

A maior parte do território centro-africano está sob controle rebelde. Esta semana, o país decretou estado de emergência por 15 dias.

A violência forçou mais de 200.000 pessoas a deixarem suas casas no país em menos de dois meses, segundo a ONU.

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