Países europeus devem investir mais em seu pessoal de saúde, diz OCDE

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Profissionais da saúde trabalham em uma UTI reservada para pacientes infectados com covid-19, no Hospital AP-HP Louis Mourier, em Colombes, noroeste de Paris, em 9 de novembro de 2020
Profissionais da saúde trabalham em uma UTI reservada para pacientes infectados com covid-19, no Hospital AP-HP Louis Mourier, em Colombes, noroeste de Paris, em 9 de novembro de 2020

A pandemia da covid-19 "revelou a escassez de trabalhadores da saúde", a qual já existia "em muitos países europeus" - aponta um relatório publicado nesta quinta-feira (19) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que acredita que esses Estados "terão de investir mais".

À medida que a segunda onda da pandemia se espalha, a OCDE tira lições da primeira onda em seu relatório anual "Panorama da Saúde".

Entre essas lições, a OCDE observa que os sistemas de saúde da Europa devem "evoluir para responder melhor aos picos de demanda".

No que diz respeito aos leitos hospitalares, o relatório mostra que foram privilegiadas "soluções flexíveis" (leitos convencionais transformados em terapia intensiva, hospitais de campanha, transferências de pacientes) em vez de "aumentos permanentes que seriam custosos".

"No entanto, a escassez de profissionais de saúde tem sido uma limitação maior", porque "a formação de profissionais de saúde qualificados leva mais tempo do que a criação de uma capacidade temporária", diz o relatório.

Para remediar esse quadro no curto prazo, sugere-se a "mobilização de pessoal adicional" por meio de "cadastros de reserva", citando a França como exemplo a este respeito.

Mas isso não isenta os Estados europeus de "investirem mais em seu pessoal de saúde", que tem estado submetido a uma "pressão extrema", como resultado da crise de saúde.

A OCDE observa ainda que países que "tiveram mais sucesso do que outros na contenção do contágio", como Noruega e Finlândia, "estavam mais bem preparados", com "uma estratégia eficaz para a detecção, a vigilância dos pacientes e a localização dos contatos".

Por isso, pede aos governos que "adotem estratégias para administrar adequadamente a recuperação da atividade econômica para que não haja mais confinamentos".

gbh/cel/cf/mba/pc/mb/tt