Países europeus dizem que posição do Irã em investigação de agência põe em risco negociações nucleares

PARIS/VIENA (Reuters) - França, Reino Unido e Alemanha expressaram frustração neste sábado com a exigência do Irã –em conversas para reviver seu acordo nuclear de 2015– para que o órgão de vigilância nuclear da ONU encerre uma investigação sobre partículas de urânio encontradas em três locais, acrescentando que isso está colocando em risco as negociações.

Neste mês, o Irã enviou sua mais recente resposta ao texto proposto pela União Europeia para o acordo sob o qual Teerã havia restringido seu programa nuclear em troca de alívio das sanções econômicas dos Estados Unidos, da União Europeia e da ONU.

Diplomatas argumentam que a resposta do Irã ao coordenador da UE foi um retrocesso, com o país visando vincular a retomada do acordo com o encerramento das investigações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) com relação aos vestígios de urânio.

"Essa última demanda levanta sérias dúvidas sobre as intenções e o compromisso do Irã com um resultado bem-sucedido", disseram os três países, conhecidos como E3, em comunicado.

O então presidente dos Estados Unidos Donald Trump deixou o acordo em 2018 e reimpôs sanções norte-americanas, levando o Irã a violar as restrições nucleares do acordo, além de reviver temores dos EUA, países árabes e Israel de que o país possa estar em busca de uma bomba atômica. O Irã nega ter ambições nucleares.

(Reportagem de John Irish e Francois Murphy)

(Tradução Redação Brasília, 55 11 5047-2695); REUTERS BC)