Países do leste europeu querem banir russos

A Lituânia, a Finlândia, a Polónia, a Estónia e a Letónia ponderam proibir, unilateralmente, a atribuição de vistos de entrada a cidadãos russos caso não seja possível um consenso ao nível da União Europeia.

O chefe da diplomacia lituana, Gabrielius Landsbergis, afirmou que na reunião de quinta-feira, os homólogos europeus ficaram surpreendidos com os números.

"Mais de 130.000 cidadãos russos, com passaportes russos e vistos Schengen, atravessaram a fronteira lituana." Landsbergis afirmou que os números dos "vizinhos do norte são mais baixos, os da Estónia - muito mais altos."

O governante anunciou, ainda que mais de 12 milhões de cidadãos russos, titulares de vistos Schengen, são elegíveis para entrar no bloco europeu, sublinhando que isso não é apenas um desafio de segurança nacional mas, na sua opinião, também um desafio "moral".

O presidente da Lituânia afirmou que entende a razão de alguns países não quererem perder a oportunidade de ganhar dinheiro. No entanto, Gitanas Nauseda frisou que esse "é um ponto de vista míope" pois trata-se de "ganhar dinheiro de um país agressor em que a maioria da população apoia a agressão."

Esta quinta-feira, a União Europeia decidiu suspender o acordo de facilitação de vistos com a Rússia, assinado em 2007. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 não chegaram a consenso sobre uma proibição mais ampla dos vistos russos, como exigido por alguns Estados-membros.

O Kremlin já classificou a nova sanção da União Europeia, pela invasão da Ucrânia, de "ridícula", no entanto ainda não anunciou qualquer medida de retaliação. Algo que avisou antes que irá fazer.