Países que criticam desmatamento no Brasil são receptadores de madeira irregular, acusa Bolsonaro

Por Ricardo Brito
·1 minuto de leitura
Árvore derrubada em floresta de Mirante da Serra, em Rondônia
Árvore derrubada em floresta de Mirante da Serra, em Rondônia

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro acusou, nesta quinta-feira, países europeus que criticam o Brasil pelo desmatamento da floresta amazônica de serem receptadores de madeira irregular, e disse que irá colocar um ponto final na questão.

"Países que nos criticam são, na verdade, receptadores", afirmou Bolsonaro em transmissão pelas redes sociais, numa referência a uma prática criminosa de adquirir algo, em proveito próprio ou alheio, ciente que é produto de um delito.

Bolsonaro disse que é possível verificar essa informação a partir da apuração do DNA das madeiras feita pela Polícia Federal para descoberta da procedência.

Na transmissão, o presidente afirmou que os países vão ter que se conscientizar e colaborar com o Brasil, dizendo que eles têm de ajudar a não desmatar o Brasil.

"Vão parar de falar que Bolsonaro é o desmatador, o inimigo do meio ambiente", afirmou.

Mais cedo, em transmissão a apoiadores, o presidente também falou do assunto.

"A madeira chega para ser exportada, fica uma nota e pelo DNA da madeira a PF sabe de onde vem aquela madeira. Então muitos países estão importando madeira nossa ilegal e nos criticam por desmatar. Então é só eles não comprarem que reduz em quase 90% com toda a certeza o desmatamento, porque ninguém quer o desmatamento ilegal no Brasil", disse.

"Quem está comprando, está nos criticando. É como se fosse uma receptação", reforçou.

Bolsonaro disse ainda na transmissão pelas redes sociais que é passível de "cartão vermelho" alguém do governo que defender a proposta de expropriação de terras em caso de crime ambiental. Essa proposta surgiu no âmbito do Conselho da Amazônia, órgão que é comandada pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

"Não existe conversa no governo sobre expropriação de terras na Amazônia", afirmou.