Países reduzem intervalo de dose de reforço para lidar com ameça da Ômicron

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Agente de saúde usa solução salina para preparar doses da vacina "Comirnaty" da Pfizer-BioNTech contra a Covid-19 em centro de vacinação em Madri, Espanha

Por Deena Beasley

(Reuters) - Um número crescente de países está reduzindo o intervalo da dose de reforço das vacinas contra a Covid-19 de seis para até três meses, na tentativa de conter uma nova disparada de infecções provocada pela variante Ômicron.

Governos estão reagindo a indícios iniciais que levam a crer que a Ômicron está se disseminando mais rápido do que sua antecessora, a Delta, e que tem mais probabilidade de infectar pessoas que foram vacinadas ou tiveram Covid no passado. Mas há cientistas que dizem que doses de reforços cedo demais poderiam comprometer o nível de proteção de mais longo prazo das vacinas.

Embora os dados continuem limitados, alguns estudos de laboratório mostram que a vacinação inicial contra a Covid-19, normalmente em duas doses, não basta para impedir uma infecção de Ômicron, mas que uma dose de reforço pode ajudar.

Pesquisas do sul da África e do Reino Unido apontam que a variante está se propagando muito rapidamente, o que provoca previsões de que em breve ela ultrapassará a Delta em vários países. Cientistas também estão tentando determinar quão graves são os casos de Ômicron.

Mais cedo neste ano, muitos países, incluindo os Estados Unidos, autorizaram uma dose de reforço seis meses após a administração da vacinação completa. Neste mês, Coreia do Sul, Reino Unido e Tailândia diminuíram este intervalo para três meses. O Brasil reduziu o prazo para quatro meses.

França, Cingapura, Taiwan, Itália e Austrália reduziram o tempo de espera por uma vacina de reforço para cinco meses. Alguns países, como EUA, África do Sul e Alemanha, estão se atendo ao cronograma de seis meses.

(Reportagem adicional de Carl O'Donnel e Michael Erman, em Nova York; Olivia Kumwenda, em Johanesburgo; Aradhana Aravindan, em Cingapura; Rocky Swift, em Tóquio; Ben Blanchard, em Taipé; Krishna Das, em Nova Délhi; Ari Rabinovitch, em Israel; Francesco Guarascio, em Bruxelas; Clara-Laeila Laudette, em Madri; Essi Lehto, em Helsinque, e Josephine Mason, em Londres)

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