Pabllo Vittar chega aos 26 anos com carreira bombando, sem dar ouvidos aos haters ou tretas: 'Só levo amor e afeto comigo'

Ricardo Rigel
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Há um ano, a música “Parabéns” de Pabllo Vittar passou a fazer parte das celebrações dos aniversários dos fãs da drag mais famosa do país. Hoje, porém, dia em que completa 26 anos, quem vai “bater a bunda” (como diz a letra) para ela são seus admiradores. Longe dos grandes palcos desde o início da pandemia, a cantora vive a calmaria que não teve desde que estourou no mundo. E, está preparando a versão deluxe do álbum “111” para lançar ainda esse ano. Em conversa com o EXTRA ela revela que tem se sentido mais forte, conta que durante o isolamento aprendeu a cozinhar com a mãe e fala que o momento máximo de diversão é pegar um bom sol na laje de casa. Ela faz ainda um balanço da carreira em total ebulição e garante não ter tido nenhuma treta com artistas além da que teve com Anitta: “Só levo amor e afeto comigo”.

“Eu costumo dizer que todo dia a gente aprende uma coisa nova, né? Às vezes acertando, às vezes errando. Eu sempre fui muito aberta às mudanças e busco a minha melhor versão a cada amanhecer. Pode parecer até clichê dizer isso, mas acho importante você buscar melhorar, aprender com erros e toda a minha caminhada até aqui só me deixou mais forte e com a certeza de que escolhi a música, e que foi a melhor decisão que eu podia ter tido”.

“As lembranças que tenho antes de me tornar artista, são as de brincar correndo descalça na rua, ir às festinhas com as minhas amigas, os ensinamentos da minha mãe quando eu era pequena, o tanto que ela me apoiou e fez. Tudo isso me vem na cabeça quando penso em mim lá atrás”.

“Os ataques homofóbicos antes da fama e no início da carreira me afetavam. É mentira se eu disser que não. Mas, hoje, eu não deixo mais esses comentários preconceituosos, vazios, me deixarem mal, para baixo. Entendi que esse ódio deles (dos homofóbicos) só reflete como são pessoas infelizes. É muito mais sobre eles do que sobre mim. Eu só absorvo o construtivo, só levo o amor e afeto comigo. Sobre meu papel na comunidade LGBTQIA+, posso dizer que aconselho, incentivo, me envolvo em ações que ajudam de fato a nossa comunidade. Eu me preocupo com esses jovens e faço tudo que posso para ajudá-los. Afinal, meu trabalho é e sempre foi para eles. Uso também a música para falar, expressar meus sentimentos, minha alegria por ser como sou e me amar demais assim”.

“Os meus empresários (Yan Hayashi e Leocádio Rezende — que Pabllo chama carinhosamente de pais) têm uma importância que eu não consigo descrever em palavras. Eles são minha base, devo muito a eles e os amo demais!”.

“Nesse período de pandemia, eu e minha família aproveitamos muito juntos. Uma das melhores coisas para mim é estar com eles, porque me revigora e me faz ser completamente feliz. Somos uma big família sim, meu amor! (Risos). Sempre tem muita alegria, confraternização, sol na laje... (Pabllo comprou uma casa para ela e a mãe, ao lado da casa de Yan, em Uberlândia, MG). Mas nesse período, eu também procurei ter uma rotina, porque isso me ajuda a organizar as ideias e as tarefas. Eu adoro praticar exercícios, jogar videogame e estou aprendendo a cozinhar com minha mãe. Meu pão de queijo é demais”.

“Acho que sentimos que o sonho estava se tornando realidade quando “Open Bar” estourou (em 2015). Foi a verdadeira virada de chave para tudo que fomos conquistando depois, sabe? Maior orgulho, nossa... Difícil eu falar um, mas se é para escolher, ganhar o MTV EMA, no ano passado, foi uma das maiores alegrias que já tive na vida, de todo coração. Decepção? Ah, tive algumas, normal, né? Mas não são nem um pouco maiores do que tudo que conquistei. Só trouxeram aprendizados”.

“Nunca tive nenhum desentendimento com nenhum outro artista (além da que teve com Anitta) que me lembre! Alguns se tornaram amigos, outros não, como em qualquer relação entre pessoas, né? Só isso! Quanto às polêmicas que acabam surgindo, não dou muita bola, não. Não me interesso muito por fofocas. Prefiro focar no meu trabalho e no que traz energia boa para mim e para todo mundo”.

“Eu fiquei feliz demais! É lindo ver sua música atingindo o coração das pessoas, independentemente de qualquer coisa. Música é para te fazer sentir, se ela tocou alguém, é porque ela é real de verdade. (Um dos mais recentes hits de Pabllo, “Rajadão”, foi muito comparado a músicas de louvor e já chegou a ser tocado em igrejas). Cantei, sim, em igreja no começo de minha carreira. Eu acredito muito em Deus, sei que ele está comigo e em todas as coisas que faço. E sobre carreira de cantor, você precisa fazer o que te faz feliz, seja onde for, em qual estilo for. A felicidade está nas suas mãos, a segure e vá em frente”.