Ao decidir sobre Moraes, Pacheco agiu diferente do que fez no passado, diz Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro com presidente do Senado, Rodrigo Pacheco ao fundo, durante cerimônia do Dia do Soldado em Brasília
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Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), agiu de forma diferente do que fez no passado ao rejeitar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro disse lamentar a decisão de Pacheco e afirmou que quando o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou a abertura da CPI da Covid na Casa o presidente do Senado cumpriu a decisão.

"O presidente do Senado, o senhor Pacheco, entendeu e acolheu uma decisão da sua advocacia, da advocacia lá do Senado. Agora, quando chegou uma ordem do ministro Barroso para abrir a CPI da Covid, ele mandou abrir e ponto final. Ele agiu de maneira diferente de como agiu no passado", disse Bolsonaro à emissora.

A legislação prevê que cabe ao presidente do Senado optar se dá ou não andamento a um pedido de impeachment contra um ministro do STF. Não dá ao presidente da Casa, no entanto, a opção de descumprir uma decisão judicial, como a dada por Barroso para que fosse aberta a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

O presidente assinou o pedido de impeachment contra Moraes e voltou a acusar o ministro de ignorar artigos da Constituição. Ele disse que seguirá lutando "dentro das quatro linhas" para, segundo ele, garantir a liberdade do povo.

"Nós sabemos, vocês sabem, que nessa briga eu estou praticamente sozinho. Quais as acusações contra o senhor ministro Alexandre de Moraes? Ele simplesmente ignora a Constituição", acusou.

"Lamento a posição do senhor Pacheco no dia de ontem, mas nós continuaremos aqui no limite, dentro das quatro linhas, buscar garantir a liberdade do nosso povo."

Bolsonaro, que na entrevista repetiu alegações já desmentidas e sem fundamentos contra o sistema eletrônico de votação, criticou Moraes pela condução do inquérito das Fake News e dos atos antidemocráticos, nos quais alguns aliados do presidente foram presos após divulgação de notícias falsas e ataques às instituições. Bolsonaro afirma que essas declarações são parte da "liberdade de expressão" de seus aliados.

Na quarta-feira, Pacheco citou argumentos jurídicos e políticos ao anunciar sua decisão de rejeitar e arquivar o pedido de impeachment contra Moraes.

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