Pacheco após reunião com Fux: "A democracia não pode ser questionada"

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • O presidente do Senado disse que o ministro Luiz Fux se mostrou "propenso" a marcar uma nova reunião entre os chefes dos Poderes

  • "A democracia não pode ser questionada da forma como vem sendo questionada no país", afirmou Rodrigo Pacheco

  • No último dia 5, o presidente do STF cancelou a reunião que realizaria com o presidente Jair Bolsonaro

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, se mostrou "propenso" a marcar uma nova reunião entre os chefes dos Poderes. Pacheco se encontrou com o ministro nesta quarta-feira (18) e falou em "restabelecer o diálogo".

No último dia 5, o presidente do STF cancelou a reunião que realizaria com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e Pacheco depois que o chefe do Executivo elevou o tom dos ataques contra a Corte.

"A democracia não pode ser questionada da forma como vem sendo questionada no país, portanto, é uma conversa necessária e que eu considero que possa ser um reinício de uma relação positiva entre os Poderes", ressaltou o senador em coletiva de imprensa.

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Ao relatar como havia sido o encontro, Pacheco afirmou ainda que "o radicalismo e o extremismo são muito ruins para o Brasil e são capazes de derrotar a democracia".

"O ministro Luiz Fux se colocou muito propenso a essa ideia de restabelecer o diálogo, de novas reuniões serem marcadas, de discutirmos a consolidação da democracia, do estado de direito no nosso país e debatermos os temas que mais interessam à população brasileira que é o combate à fome, à miséria, que é o combate ao desemprego", completou o senador.

Ofensiva de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O presidente Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Principalmente no mês de julho, o presidente Jair Bolsonaro passou a fazer sérios ataques ao sistema eleitoral brasileiro, com críticas diretas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso.

Bolsonaro também aumentou o tom contra ministros do STF e chegou a ameaçar a possibilidade de agir fora das quatro linhas da Constituição. Foi quando, então, Fux anunciou que estava cancelada a reunião.

Em pronunciamento sobre sua decisão, o presidente da Corte afirmou que "o pressuposto do diálogo entre os Poderes é o respeito mútuo entre as instituições e seus integrantes".

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