Pacheco diz que atitude de Daniel Silveira é gravíssima, mas prisão deve ser exceção

Julia Lindner
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BRASÍLIA — O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que atentar contra a democracia, como fez o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso na noite de terça-feira, é algo “gravíssimo”, mas ponderou que a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o parlamentar deve ser exceção. Em suas redes sociais, Pacheco também disse que o episódio não deve ser elevado a uma crise institucional entre os poderes e que o país tem outras prioridades no momento, como a pandemia da Covid-19.

“Atentar contra a Democracia e suas instituições é gravíssimo, sujeito ao crivo ético e judicial. Por outro lado, prender ou manter preso alguém antes do julgamento deve continuar a ser tratado como grave exceção”, disse Pacheco.

O presidente do Senado afirmou, ainda, que “a Câmara Federal está acima do ato de um parlamentar; o STF acima de uma decisão específica; e o Estado Democrático de Direito acima de todos”. E acrescentou que o caso deve ser resolvido com procedimentos próprios das duas instituições “à luz da Constituição e da Lei.”

Pacheco declarou que o episódio não deve gerar uma crise institucional entre os poderes e defendeu que os parlamentares mantenham o foco em outras prioridades, citando a campanha de vacinação contra o novo coronavírus, a renovação do auxílio emergencial e a tramitação de reformas econômicas.

“Não elevaremos esse episódio a uma crise institucional. Seguimos com as prioridades comuns do Brasil: vacina, auxílio e reformas.”