Pacheco diz que não moverá um milímetro contra CPI da Pandemia

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Senator Rodrigo Pacheco speaks during the senate session to elect the president of the Senate, in Brasilia, on February 1, 2021. - Congress votes in head of house and senators in elections deemed crucial to determine Brazilian president Jair Bolsonaro's reach in upcoming years. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Rodrigo Pacheco, presidente do Senado (SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta sexta-feira que, apesar de ser contrário à instalação da CPI da Pandemia neste momento, "não vai trabalhar um milímetro para mitigar a CPI nem para que não seja instalada nem para que não funcione". Ele ressaltou que decisão judicial deve ser cumprida.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente do Senado também disse que o presidente Jair Bolsonaro "não contribui" com seu discurso negacionista. "Quando ele [Bolsonaro] prega qualquer tipo de negacionismo, eu vou criticar o negacionismo e consequentemente estou criticando a fala dele."

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Ontem, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instalação da CPI da Covid-19 no Senado. A oposição conseguiu as assinaturas necessárias para que a comissão funcionasse, mas Pacheco vinha resistindo em instalá-la.

Após ser comunicado, na quinta-feira, Pacheco disse que vai cumprir a decisão, mas criticou o seu teor. O presidente do Senado afirmou que o momento é "inapropriado" e o colegiado pode representar "o coroamento do insucesso nacional do enfrentamento da pandemia". Embora não esteja previsto nas regras da Casa, ele alegou que adotou um "juízo de conveniência e oportunidade" para não instalar a CPI.

Pacheco adotou postura semelhante ao se manifestar perante o processo no Supremo. Em documento enviado, ele alegou que o momento adequado para instalar uma CPI cabe ao presidente do Senado e que sua criação neste momento não ajudaria na busca por soluções.