Pacheco diz que Senado será protagonista no combate à corrupção sob o seu comando

André de Souza e Julia Lindner
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Waldemir Barreto/Agência Senado

BRASÍLIA - No primeiro discurso após ser eleito presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) disse que o Senado deve manter o protagonismo em uma série de pautas, entre elas o enfrentamento à corrupção e outros crimes contra a administração pública. Ele também defendeu a aprovação com urgência de reformas econômicas como a tributária e administrativa.

— Temos também que seguir avançando na pauta de segurança pública, com as proposições que dão mais capacidade ao Estado para enfrentar a criminalidade, notadamente a organizada e violenta. Da mesma forma, temos que prosseguir na agenda legislativa de enfrentamento aos crimes contra a administração pública, em especial o combate à corrupção. Em todas essas searas, o Senado deve manter seu protagonismo — disse o novo presidente do Senado.

Advogado por formação, ele também defendeu o Poder Judiciário, que, segundo ele, foi importante para que o país pudesse seguir funcionando durante a pandemia.

— A Justiça presta um serviço público essencial para a democracia ao qual todas e todos devem ter acesso com respostas céleres. Há projetos em gestação, sobretudo os que atualizam a legislação processual, que têm a capacidade de dar mais eficiência aos processos judiciais, e de proporcionar agilidade e segurança jurídica, e que podem beneficiar os brasileiros — afirmou Pacheco.

Na economia, defendeu a realização de reformas para o desenvolvimento do país:

— Trabalharemos muito, aviso desde logo a Vossas Excelências, porque o Brasil tem pressa. Muitas decisões importantes se avizinham. A votação de reformas que dividem opiniões, como a reforma tributária e a reforma administrativa deverão ser enfrentadas com urgência, mas sem atropelo. O ritmo dessas e de outras reformas importantes será sempre definido em conjunto com os líderes e com o Plenário desta Casa.

Ele disse que vai atuar tendo em vista o "trinômio saúde pública – crescimento econômico – desenvolvimento social", para salvar vidas, socorrer os mais vulneráveis e gerar emprego e renda. E chamou a pandemia de Covid-19, que já matou mais de 225 mil brasileiros de "avassaladora e trágica", elogiando ainda o SUS e os profissionais de saúde.

Ele pregou também a necessidade de o Senado se manter independente, mas com diálogo com os outros poderes:

— Ao Poder Executivo, dedicaremos parte significativa de nossos vigores, fiscalizando, deliberando suas proposições, dialogando para construir o futuro da Nação. Porém, dele exigiremos respeito aos compromissos assumidos e à independência deste Poder Legislativo. Ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, cujas cadeiras de cúpula dependem do aval deste Senado Federal, prometo colaboração e auxílio no tratamento dos temas legislativos que nos forem submetidos, aperfeiçoando a legislação para permitir o funcionamento ágil e justo dessas instituições essenciais. Deles, cobraremos respeito à autonomia e à independência do Poder Legislativo, sempre com a observância republicana à harmonia exigida por nossa Constituição.

Pacheco teve apoio tanto do governo como de parte da oposição. Em seu discurso, ele prometeu pautar logo o projeto que cria o cargo de líder da oposição, à semelhança do que já ocorre na Câmara dos Deputados. Também defendeu a aprovação de uma mudança no regimento interno que prevê expressamente a participação feminina no colégio de líderes.