Pacheco diz que vai instalar CPI da Covid, mas critica decisão do STF

Julia Lindner
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quarta-feira que vai cumprir a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Ao mesmo tempo, reforçou que o momento é "inapropriado" para o funcionamento do colegiado e que isto pode representar "o coroamento do insucesso nacional do enfrentamento da pandemia". Pacheco também avaliou que a comissão será usada apenas para discurso político com fins eleitoreiros.

— Temos também o fato de que ela (CPI), por sua natureza, pelo mérito que ela vai tratar de fato, não se queira acreditar que a CPI vai substituir o papel do Ministério Público, da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Controladoria-Geral da União (CGU). Poderá, sim, ter um papel de antecipação de discussão político-eleitoral de 2022, de palanque político, que é absolutamente inapropriado para o momento — disse Pacheco a jornalistas.

Pacheco alegou que, apesar de a CPI possuir assinaturas suficientes, ele adotou um "juízo de conveniência e oportunidade" para não instalá-la. Na visão do presidente do Senado, é preciso buscar a estabilidade política, e o enfrentamento à pandemia deve ser feito de forma inteligente, pautado na união, pacificação e coordenação.

— Com a gravidade do momento, que nos exige união, a CPI vai ser um ponto fora da curva. Para além de um ponto fora da curva, pode ser o coroamento do insucesso nacional do enfrentamento da pandemia. Como se pretende apurar o passado se não conseguimos definir o nosso presente e futuro com ações concretas? — questionou.