Pacheco e Lira pedem punição a invasores dos prédios dos Três Poderes

Os presidentes do Senado e Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Arthur Lira (PP-AL), repudiaram a invasão ao Congresso Nacional, Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) e cobraram punição dos responsáveis. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, ainda não se manifestou sobre o caso.

Lira se colocou à disposição dos outros chefes de Poderes para a organização de uma reunião "para deixar absolutamente inquestionável que os três Poderes estão mais unidos do que nunca a favor da Democracia" e discutir as medidas que serão tomadas.

Pacheco enviou mensagem aos senadores pedindo que todos os senadores se manifestassem repudiando o episódio. “Peço a todos que independentemente de posições ideológicas e políticas, manifestem-se repudiando veementemente esse episódio que afronta o Poder Legislativo, ao qual todos pertencemos. Essa nossa união representa uma força importante até para exigirmos das forças de segurança, Ministério Público e Poder Judiciário que ações concretas sejam realizadas”, escreveu o presidente do Congresso.

Pacheco já havia feito contato com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o ministro da Defesa, José Múcio, e o ministro da Justiça, Flávio Dino. Mais cedo, em uma rede social, ele repudiou o que chamou de atos antidemocráticos e disse que deveriam “sofrer o rigor da lei com urgência”.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que os responsáveis pelos atos de terrorismo em Brasília "devem ser identificados e punidos na forma da lei". Lira chamou os atos de "ataque à democracia".

"O Congresso Nacional jamais negou voz a quem queira se manifestar pacificamente. Mas nunca dará espaço para a baderna, a destruição e vandalismo. Os responsáveis que promoveram e acobertaram esse ataque à democracia brasileira e aos seus principais símbolos devem ser identificados e punidos na forma da lei", escreveu Lira no Twitter.

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, está em Brasília e desde o início dos atos de vandalismo acompanha as movimentações, mas ainda não se manifestou oficialmente.