Pacheco pede punição a 'minoria golpista' por crimes e promete identificação

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 07.12.2022 - O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 07.12.2022 - O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD), afirmou nesta terça-feira (10) que a 'minoria golpista' que invadiu as sedes dos Três Poderes conseguiu unir ainda mais as instituições, disse que houve um crime e pediu punição individual aos envolvidos.

"Antes que alguém diga que esses acontecimentos constituíram excessos a manifestações democráticas de vontade popular, eu digo: esses acontecimentos são crimes. E, como crimes, devem ser tratados como tais. Não são excessos de manifestação democrática", disse.

"São crimes que devem ser punidos. Múltiplos crimes coletivos, mas praticados individualmente. É mais do que a invasão de um prédio, é mais do que uma quebradeira geral", completou o presidente, afirmando que é preciso combater o que motivou as pessoas a tentarem "tomar de assalto a democracia".

"É uma situação de desolação, de tristeza profunda, um sentimento muito negativo. mas se essas pessoas que praticaram esses crimes no dia 8 de janeiro acreditavam que pudessem fazer algo de relevante para o Brasil, fizeram. Além de depredar o patrimônio público de todos os brasileiros, fizeram foi unir mais as instituições do nosso país."

O presidente do Congresso afirmou que a Polícia do Senado está incumbida de identificar um a um, e afirmou que a Casa deve instalar uma comissão externa para acompanhar as investigações.

O Senado Federal analisa nesta terça a intervenção federal na segurança do Distrito Federal, medida decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (8), enquanto golpistas invadiam os prédios dos Três Poderes.

A votação é semipresencial, mas líderes fizeram um apelo para que os senadores voltassem a Brasília e participassem da sessão presencialmente. Na avaliação do Senado, era importante ocupar o plenário e passar a mensagem de que a Casa não foi intimidada pela invasão.

O decreto de intervenção federal tem força de lei a partir da assinatura do presidente, mas exige aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em regime de urgência. O Congresso pode apenas autorizar ou rejeitar o texto, sem alterações.

Antes da sessão, o presidente do Congresso caminhou pelo prédio para verificar os estragos, ao lado da diretora-geral, Ilana Trombka, da diretora do museu, Maria Cristina Monteiro, e do diretor da Polícia do Senado, Alessandro Morales. Pacheco estava de férias na França no domingo, mas antecipou a volta.