Pacheco prevê definição sobre auxílio ainda esta semana

Julia Lindner
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BRASÍLIA - O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta segunda-feira que a decisão sobre a retomada do auxílio emergencial deve sair nos próximos dias. Em entrevista à Globo News, Pacheco disse que sentiu "boa vontade" no Ministério da Economia para propor uma nova rodada do benefício, ainda ser valor definido. O assunto, acredita ele, será tratado com "ligeireza" para atender a uma demanda do Congresso.

"É preciso compatibilizar, evidentemente, uma forma de ajuda e auxílio com a responsabilidade fiscal, com o equilíbrio das contas públicas. E eu estou com muita expectativa, positiva mesmo, de que a gente tenha uma solução disso nesta semana. Um panorama que se possa ter no Brasil de socorrer as pessoas até que haja uma certeza a respeito do desfecho da pandemia", afirmou o presidente do Senado.

Na semana passada, Pacheco teve uma reunião com Guedes para tratar do assunto. Hoje, eles conversaram por telefone, pela manhã, e devem se encontrar mais uma vez no final do dia em busca de um "desfecho" para a questão.

"O que se extraiu daquela reunião (com Guedes) foi uma percepção em relação à boa vontade do Ministério da Economia e à compreensão de que é preciso atender esse reclame do Congresso Nacional, essa necessidade de assistir às pessoas com algum formato de assistência social análogo ao auxílio emergencial ou incremento de algum problema social existente, como o Bolsa Família."

De acordo com o senador mineiro, a conversa com Guedes trouxe "uma perspectiva boa de que haja realmente ação do governo mais imediata para que se possa ter assistência para essas pessoas".Pacheco avalia que o auxílio deve ser aprovado antes da aprovação de medidas econômicas como as reformas administrativa e tributária no Legislativo. "O que precisamos realmente é destravar essa pauta e concomitantemente o governo nos dê os instrumentos aptos para já atender de imediato as pessoas. O que não podemos é condicionar a realização disso, a entrada em vigor de medidas desse tipo, porque a emergência e a urgência relativamente a essa assistência social não podem esperar. É um acordo que nós temos que fazer, um pacto de boa convivência que temos buscado", afirmou.