Pacheco se solidariza com pesquisador do Datafolha agredido no interior de SP

Pesquisador do Datafolha agredido: Presidente do Senado classificou caso como
Pesquisador do Datafolha agredido: Presidente do Senado classificou caso como "mais um ato suspeito de violência política" - Foto: REUTERS/Adriano Machado

Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, usou as redes sociais para prestar solidariedade ao pesquisador do Datafolha agredido na tarde de terça-feira (20) com chutes e socos por um bolsonarista em Ariranha (a 378 km de São Paulo).

"Manifesto minha solidariedade ao pesquisador do Datafolha que foi agredido, de forma covarde, enquanto realizava o seu trabalho", publicou Pacheco nas redes sociais.

O presidente do Senado disse ainda que a agressão foi "mais um ato suspeito de violência política".

A agressão faz parte de uma escalada de hostilidade contra profissionais do instituto em meio ao processo eleitoral.

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Pacheco também disse que o ódio deve ser combatido por todos.

"Devemos todos combater o ódio que vai contra os princípios básicos da vida em sociedade e em uma democracia", disse o presidente do Senado.

No caso da agressão, no interior de São Paulo, o pesquisador entrevistava uma pessoa quando Rafael Bianchini se aproximou e, aos gritos, passou a exigir que também fosse ouvido para o levantamento. "Só pega Lula" e "vagabundo" foram termos gritados pelo bolsonarista no meio da rua.

Os profissionais que realizam as pesquisas do instituto recebem um treinamento padronizado, que determina que pessoas que se oferecem para serem entrevistadas devem ser obrigatoriamente evitadas, para que a amostra seja aleatória.

O Datafolha informou que relatos de pessoas que passam gritando, acusando o instituto de ser comunista ou tentando filmar os entrevistadores como forma de intimidá-los têm sido comuns.

Também foram registrados casos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Maranhão, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.