Remoção de necrose: Mulher que acusa clínica de cárcere privado passa por 3ª cirurgia

Daiana Cavalcanti está internada e sem previsão de alta; Ela acusa clínica de ter a mantido em cárcere privado — Foto: Arquivo pessoal
Daiana Cavalcanti está internada e sem previsão de alta; Ela acusa clínica de ter a mantido em cárcere privado — Foto: Arquivo pessoal

Daiana Cavalcanti, de 35 anos, a paciente que acusa o médico Bolívar Guerrero Silva e o Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias, de cárcere privado, passou pela terceira cirurgia nesta quinta-feira (4) e ainda não tem previsão de alta.

O procedimento cirúrgico foi realizado para remoção de tecido necrosado dos seios e da barriga, regiões operadas por Bolívar e que infeccionaram na sequência.

Segundo ela, os médicos afirmaram que ela precisará se submeter a mais um procedimento do tipo e só depois terá uma avaliação médica para saber os novos passos do seu tratamento.

"Não tenho previsão de alta enquanto as feridas não fecharem. Fico agoniada, com saudade de casa, mas preciso aguentar por tudo que já aguentei até aqui", disse Daiana que durante esse período está sendo acompanhada por psicólogos.

Durante o processo de recuperação de Daiana, o médico Bolívar Guerrero Silva segue preso em regime temporário, renovado no último dia 27 de julho, por mais 25 dias.

O médico passou no dia 29 por nova audiência de custódia em que o Ministério Público pedia a conversão da prisão em preventiva, quando não tem prazo para expirar.

No entanto a juíza Rachel Assad, que presidiu a audiência, entendeu que a prisão do médico se encontrava em situação legal, ela manteve a situação dele como temporária e deixou para o juízo natural do caso avaliar a situação quando os 25 dias de Bolívar na prisão estiverem próximos de expirar, o que deve acontecer lá pelo dia 21 de agosto.

O médico foi preso no dia 18 de julho quando estava dentro do centro cirúrgico do Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias. Segundo a polícia, ele mantinha uma mulher em cárcere privado depois que ela teve complicações depois de uma cirurgia de abdominoplastia.

A paciente, Daiana, vinha tentando ser transferida de hospital, mas o cirurgião dificultou a transferência, mesmo com duas liminares da Justiça.

A mulher estava internada desde junho no Hospital Santa Branca, e foi transferida no dia 21 de julho para o Hospital Geral de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

O cirurgião responde a pelo menos 19 processos na Justiça por erros médicos e teve sua prisão temporária mantida e renovada pela Justiça após audiência de custódia.

Depois da repercussão do caso de Daiana, pelo menos 11 mulheres já compareceram à Delegacia da Mulher de Duque de Caxias para denunciar o médico.

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