Paciente que esperou 12 dias em UPA com doença cardíaca e precisou recorrer à Justiça consegue transferência para hospital

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RIO — O paciente Alan dos Santos, de 48 anos, aguardava desde o dia 21 de setembro por uma transferência para um hospital, despois de ser diagnosticado com astenia, doença que afeta o funcionamento cardiovascular, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Botafogo, na Zona Sul, e ficar instalado por lá durante 12 dias. Na manhã deste domingo, ele foi transferido para o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e está na ala de doenças cardíacas da unidade. Antes disso, ele e a família precisaram recorrer à Justiça. Por decisão da juíza Mônica Ribeiro Teixeira, da 15ª Vara de Fazenda Pública, ele precisava ter conseguido a vaga até a última sexta-feira.

— Me sinto aliviada. Meu pai era cardíaco, a gente sabe que qualquer procedimento é um risco. Ele não está livre de riscos, mas pelo menos está amparado. Se acontecesse algo na UPA, não teriam o que fazer. Dois médicos tentaram dar alta para ele lá. Por isso entramos na Justiça. Como cidadão e contribuintes, temos que ter direito a uma saúde acessível. Precisamos fazer toda esta movimentação — relata Elizabeth Santos, mulher de Alan.

O paciente agora aguarda a avaliação dos médicos do hospital, que recebeu seus exames e agora fará uma nova bateria deles. Elizabeth conta ainda que Alan estava apreensivo por conta de toda a situação e que ele ainda viu três pessoas morrerem na UPA.

— Ele me disse hoje que lá é um outro mundo. Claro, é um hospital. Agora eu vou buscar cobertor e outras coisas dele, que precisamos levar, já que não tinha nada na UPA e no hospital não pode ficar — explica Elizabeth, que mora com o marido em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A primeira médica que atendeu Alan na UPA disse que ele precisava ser encaminhado urgentemente para um hospital. O laudo feito pela profissional de saúde aponta que se o homem não fosse transferido havia " risco de morte ou lesão irreparável e irreversível".

Por nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a regulação é competência do estado. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmou que buscou transferência para sete unidades com leitos de terapia intensiva com o perfil necessário para o tratamento do paciente, mas todas informaram não haver vagas momentaneamente.

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