Padre adepto dos esportes radicais se prepara para saltar do Cristo Redentor em 2022

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Coroinha na infância, diácono quando adulto, o padre João Damasceno, de 55 anos, se ordenou quando já tinha passado dos 40 anos. Ele é um dos padres auxiliares do Cristo Redentor, onde exerce sua fé com o padre Omar Raposo . Em Santa Cruz, onde foi criado, é conhecido também por ser adepto de esportes radicais. O padre já atravessou a nado entre Ipanema e o Leblon e é praticante de parapente, tendo iniciado a carreira em uma rampa em Santa Cruz. Entre um voo solo e outro convenceu até o padre Omar a fazer um voo duplo com um instrutor.

— A decisão de ser padre fui amadurecida com os anos. Foi acolhido pela igreja , sinto que Deus tem amor por mim..O interessante é que assim como a fé, a sensação de voar transmite muita paz — disse o padre que tem 11 irmãos e meio irmãos. Um deles foi seminarista, mas não se ordenou.

A paixão por voar faz com que João Damasceno planeje desde já um plano particular já para celebrar os 91 anos do Cristo, em 2022. Ele pedirá autorização ao Instituto Chico Mendes para saltar do monumento em 2022. O reconhecimento da área já começou. No último dia 1º, ele foi com seu instrutor de voo, Henrique Domingos da Silva, de 48 anos, ao Corcovado. Aproveitou para benzer a vela nova (como é chamado o equipamento).

— Concluímos que o local ideal para saltar é em frente ao Cristo (na base da escada do Mirante). E é preciso prestar atenção ao vento leste, que normalmente bate aqui a uns 15 quilômetros por hora — conta Henrique.

No mesmo dia 1º, padre Damasceno ainda subiu até a cabeça do Cristo onde, em meio ao tempo nublado, abençoou os primeiros frequentadores do dia. Em seguida, celebrou dois batizados no local.

A primeira pessoa a usar o Cristo como rampa de salto foi o piloto francês Stephan Dunoyer de Segonzac, em 12 de setembro de 1974. Praticante de asa delta, ele saltou do monumento sob o olhar de dezenas de curioso, para divulgar o esporte no país Na época, ele ganhou apelidos como ‘’francês maluco’’, ‘’homem pipa e’’ homem voador’’. O francês decolou da beira do penhasco e pousou em uma das pistas do Jockey Club no hipódromo da Gávea.

— Havia bastante vento frontal. Mas depois foi muito bom.Poderia até ter aterrisado em Copacabana. O que sinto voando é coisa de pássaro —disse em entrevista à TV Globo, na época.

Stephan ainda permaneceu no Rio por cerca de cinco anos e ajudou a formar a primeira geração de pilotos de asa delta cariocas.

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