Padre defende uso de armas e é compartilhado por Bolsonaro

Padre Paulo Ricardo defende uso de armas em legítima defesa Reprodução/Youtube

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) compartilhou em sua conta do Twitter um vídeo no qual o padre Paulo Ricardo de Azevedo afirma que os católicos têm direito à legítima defesa e, por isso, podem optar pelo uso de armas.

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Em entrevista ao SBT na última quinta-feira (3), a primeira após assumir o Palácio do Planalto, Bolsonaro disse que poderá assinar um decreto para permitir não apenas a posse de armas, como já havia anunciado antes, mas também seu porte.

Com mais de 500 mil seguidores em seu canal do YouTube, o padre Paulo Ricardo, conhecido por seus discursos contra o comunismo e a esquerda, pede na gravação que os fiéis não se deixem influenciar por uma ideologia pacifista e por um complexo de culpa.

“O que é um homicídio, o que é matar uma pessoa? É tirar a vida do inocente. O pecado do homicídio é isso, mas aqui nós não estamos tirando a vida do inocente, estamos tirando a vida do agressor”, disse o padre em vídeo de 2011, quando um atirador matou 12 alunos em uma escola da Zona Oeste do Rio, fato que ficou conhecido como Massacre do Realengo.

Padre Edvaldo Betioli, um dos seguidores de Paulo Ricardo, fez treinamentos de tiros em Atibaia, no interior de São Paulo, com o instrutor Bene Barbosa, que atua em defesa do presidente nas redes sociais.

Na sua conta do Instagram, Bene postou uma foto do treinamento. Na legenda, disse que o curso foi “abençoado” pela presença do padre e, em seguida escreveu: “Católico jujuba e CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) não curtiram”.

Ao Globo, o padre disse que não contrariou normas da igreja ao frequentar o curso de tiros.

“Estive presente em um curso de tiro, em um lugar regulamentado e com finalidade esportiva. Não realizei nada proibido pela igreja. Não há motivos para histerias diante da foto”, disse.