Padre Fábio de Melo defende união civil gay: 'Não cabe a mim impor regras religiosas'

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Padre Fabio de Melo revela que pensava em suicídio

8602777_SC São Paulo SP 09-04-2015 Padre Fabio de Melo Foto Marcos Alves - Agencia O Globo..jpg

Padre Fabio de Melo revela que pensava em suicídio

O padre Fábio de Melo defendeu a união civil entre casais homossexuais durante uma live, na noite de quinta-feira (29). A declaração foi feita ao ser questionado sobre a posição do Papa Francisco, que recentemente também defendeu que homossexuais precisam ser protegidos por leis de união civil.

“Em 2013, eu dei uma entrevista e fui execrado pela ala mais conservadora da Igreja Católica. A união entre duas pessoas do mesmo sexo não é uma questão religiosa, é uma questão civil. É um direito. Sempre considerei uma injustiça e não cabe a mim julgar, não cabe a mim impor regras religiosas ao outro. A questão é do Estado”, disse Fábio de Mello durante a conversa com o empresário Marcus Montenegro.

O padre também relembrou da relação de amizade que mantinha com a travesti Luana Muniz, que conheceu na quadra da Mangueira, em 2015. Luana era ativista LGBTQIA+. Ela morreu aos 56 anos, em 2017, devido a problemas renais e de coração.

" A Luana foi uma grande amiga e eu sofri quando ela morreu. Temos que acolher os que precisam de nós. Não temos que fazer a essa pergunta: "O que você faz da vida". Eu não quero essa religiosidade. Eu rompi com isso num determinado momento da minha vida. Sofro muito por causa desses rompimentos, mas eu me sinto cada vez mais confortável. Eu quero estra num lugar em que eu acredito ser um lugar da minha verdade. E não me sinto melhor que ninguém. Eu não quero ser hipócrita e ficar impondo ao outro fardos que eu não resolvi dentro de mim".

No bate-papo, o religioso contou como foi o seu primeiro contato com a arte:

"A primeira coisa que floresceu em mim, na arte, foi a literatura. Quando eu ainda era menino. E eu já gostava muito de escrever. Tenha um apresso enorme pelos autores. Eu era um menino muito pobre e não tínhamos nem televisão direito em casa. Então, o livro foi o meu primeiro lugar de redenção. Mas paralelo a isso, a minha casa sempre foi muito musical. Tinha uma influencia da minha mãe que sempre gostou muito de Música popular Brasileira e o meu pai com a música sertaneja. Mas eu nunca planejei uma carreira artística, mas ela aconteceu. nunca bati na porta de gravadora. Alguém o fez por mim".