Padre Fábio de Melo abandona Twitter após criticar "saidinha" de Nardoni

Foto: Reprodução/Instagram (@pefabiodemelo)

O padre Fábio de Melo sempre gostou de interagir nas redes sociais, mas decidiu abandonar o Twitter na manhã desta sexta-feira (9). O religioso tomou a decisão depois de receber duras críticas de internautas por causa de um desabafo.

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Fábio se tornou alvo de haters quando reclamou da liberação de presos para o Dia dos Pais. Na publicação, citou o caso de Alexandre Nardoni. “Não entendo de leis, mas a ‘saidinha’ deveria ser permitida somente no dia de finados. Para que visitassem os túmulos dos que eles mataram”, disse o padre.

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Muitos consideraram a postagem pesada e expressaram revolta nos comentários. “Não entendo muito de Bíblia, mas não tinha alguma coisa lá sobre perdão?”, questionou um seguidor. “Não entende de leis e parece que de Bíblia também não”, disse outro. “Olha que declaração para um padre, cujos ensinamentos falam de perdão, compaixão, regeneração, abstenção de julgamento e pacificação”, observou mais um.

Depois de ler os comentários, Fábio de Melo se pronunciou em tom de despedida. O religioso explicou que abandonará a rede social por causa disso. “Meus queridos, vou ficando por aqui. Tenho uma saúde emocional a ser cuidada. Sei o quanto já provei a solidão provocada pela depressão, pelo pânico. Tomar remédios só faz sentido quando evitamos os gatilhos do desconfortos”, avisou.

Ainda segundo ele, o Twitter deixou de ser saudável. “Nunca tive dificuldade com as diferenças. Aliás, o meu ministério sempre foi exercido entre elas. Mas a dialética, um dos movimentos que nos permitem o acesso à verdade, vem gradativamente sendo substituída por acusações e julgamentos”, escreveu.

Nos posts publicados em sequência, Fábio lembrou que fez muitos amigos virtuais e teve a oportunidade de conversar com pessoas que não passavam na porta das igrejas, mas chegou a hora de dizer adeus às redes.

“Desde ontem, quando expressei minha indignação sobre a ‘saidinha’, estou sendo acusado de justiceiro, desonesto, desinformado, canalha e outros nomes impublicáveis. Só reitero. Já atuei na pastoral carcerária. Sei sobre a necessidade da ressocialização dos presos. Apenas salientei sobre a justiça não ser capaz de preservar, para os que sofrem suas perdas, o simbolismo das datas, libertando os responsáveis pelas mortes de seus entes queridos. Só isso”, esclareceu.