Padre Jorjão destaca importância do bom jornalismo em missa de 96 anos do jornal O Globo

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Uma missa on-line, por medida de segurança sanitária devido a pandemia do novo coronavírus, comemorou nesta quinta-feira os 96 anos de fundação do jornal O Globo. A celebração foi na Capela Nossa Senhora da Vitória, da Igreja de São Francisco de Paula, no Centro, e realizada pelo Padre Jorjão, da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Durante a celebração, o religioso destacou a importância da informação e do bom jornalismo, sobretudo em momentos como o atual.

— Vocês são aqueles que têm o compromisso com a verdade e com a democracia e, com certeza são a voz que ilumina nosso povo e a nossa nação — destacou o padre, sobre o trabalho desenvolvido pelo jornal — O bom jornalista nos faz viajar no tempo e no espaço e imaginar o fato. As novas mídias hoje com facilidade nos fazem sentir presentes nos fatos que lemos ou ouvimos no podcast.

Padre Jorjão lembrou que sua ligação com o jornal vem de muito tempo. Seu pai era assinante e nasceu no mesmo ano de 1925, da fundação de O Globo. O religioso disse ainda que era uma honra estar substituindo, pela primeira vez em quase 30 anos, o Monsenhor José Roberto Devellard, morto em setembro de 2020, aos 75 anos.

O Monsenhor era o celebrante oficial desde 1994 até o ano passado. Entre as celebrações dele está a inauguração oficial da redação integrada.

—É com muito carinho que venho celebrar hoje (a missa), não substituindo, mas continuando aquilo que o Monsenhor José Roberto, meu professor e amigo, fez durante tantos anos. Hoje ele está junto do Bom Deus e com muita honra eu venho aqui no lugar dele. Fui convidado e me sinto honrado de celebrar hoje essa santa missa em ação de graças pelos 96 anos do jornal O Globo.

Para evitar aglomeração, pelo segundo ano consecutivo, a celebração foi com os bancos vazios. A transmissão foi em tempo real e funcionários e convidados puderam acompanhar a missa através do canal do jornal no YouTube. Dentro da igreja, como no ano passado, estiveram presentes somente o padre, equipes de filmagem e o diretor-geral de mídia impressa e rádio do Grupo Globo, Frederic Kachar.

Também como na celebração do ano passado, funcionários leram remotamente salmos. Durante as preces da comunidade foram incluídos pedidos de orações por colegas mortos pela Covid-19, bem como todas as demais vítimas do coronavírus.

Antes da transmissão da missa foi exibido um pequeno vídeo, onde foi mostrada a história de O Globo, desde o começo, no início do século passado, quando o jornalista Irineu Marinho, seu fundador, deixou o extinto A Noite para criar o novo jornal, inovador desde os primeiros dias.

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