Padre que se dizia perseguido por declarar voto em Lula é achado morto no PR

Padre se dizia perseguido e foi encontrado morto - Foto: Reprodução/Diocese de Toledo
Padre se dizia perseguido e foi encontrado morto - Foto: Reprodução/Diocese de Toledo
  • Padre encontrado morto dizia estar sendo perseguido por seu apoio a Lula na eleição presidencial

  • Religioso tinha um corte profundo na garganta e estava ao lado de uma faca quando foi localizado

  • Deputada do PT disse que é "impossível descartar violência política"

Um padre de 63 anos foi encontrado morto na última segunda-feira (21) em Guaíra, no oeste do Paraná. José Aparecido Bilha dizia estar sendo perseguido na cidade por declarar voto no presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Diocese de Toledo confirmou a informação. O corpo de José foi localizado dentro da Paróquia Nossa Senhora Aparecida com um corte profundo na altura do pescoço, ao lado de uma faca.

Segundo nota da diocese, o padre "estava no exercício de seu ministério como pároco na cidade de Guaíra e foi encontrado morto por funcionários na abertura do expediente desta segunda".

De acordo com informações do site da Fórum, a Polícia Civil do estado deu início às investigações e trabalha com a hipótese principal de suicídio.

No entanto, moradores da região relataram nas redes sociais que José vinha comentando que estava sendo perseguido e ameaçado por seu apoio a Lula na disputa presidencial contra Jair Bolsonaro (PL).

Nascido em Astorga, no Paraná, o padre tinha 28 anos de sacerdócio. A Diocese de Toledo permitiu que os habitantes se despedissem do padre antes do velório, marcado para as 15 horas desta terça-feira (22).

Deputada fala em "violência política"

A confirmação do falecimento de José causou comoção nas redes sociais e levantou discussões sobre a possibilidade de mais um caso de "violência política", como apontou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

"Padre José Aparecido Bilha estava sendo perseguido por ter declarado voto em Lula. Encontrado morto. Impossível descartar violência política. Acompanhar investigação de todos esses crimes é obrigação. Basta! Pela democracia, pelos direitos humanos, basta!", escreveu no Twitter.