Paes: 'Acho que (o delegado preso Maurício Demétrio) estava a serviço de alguém'

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  • Eduardo Paes
    Político e advogado brasileiro

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, comentou, na tarde desta terça-feira, a tentativa do delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio Afonso Alves em forjar um motivo para a prisão dele durante a campanha eleitoral do ano passado. Paes disse acreditar que o policial “estava a serviço de alguém” e que “ele utilizava de seu poder para fins políticos”. Eduardo Paes voltou a chamar Demétrio de “delinquente e vagabundo” e destacou que ele “não estava agindo sozinho”.

— Eu acho que ele estava a serviço de alguém. Coincidentemente, a mulher dele estava empregada na Prefeitura do Rio de Janeiro. Isso é inaceitável. A minha vida é pública, e todo mundo sabe aonde eu vou. O que me preocupa é o Estado brasileiro sendo utilizado para esses fins. Pessoas do estado, policiais, juízes, o Ministério Público, seja lá quem for, prefeitos, governadores, que utilizem de algo que a República não lhes deu, pessoalmente, para fins pessoais e políticos. Eu estou muito interessado em saber a mando de quem ele estava agindo. Era importante ele dizer. Porque não me parece ser uma movimentação só dele — disse Paes ao GLOBO.

Os desdobramentos das investigações sobre a quadrilha chefiada pelo ex-titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), preso em junho, apontam que, em 23 de novembro de 2020, às vésperas do segundo turno, Demétrio, por intermédio do advogado Thalles Wildhagen Camargo, fez chegar ao conhecimento do delegado da Polícia Federal Victor César Carvalho dos Santos a notícia de que, no dia seguinte, um portador entregaria a Paes dinheiro de origem desconhecida.

Nas mensagens, Demétrio mandou uma foto do suposto envelope que seria entregue, com notas de R$ 50 e R$ 100. Os promotores descobriram que foi o próprio delegado que tirou a foto de um dos seus 12 celulares. Em depoimento, Santos diz que desistiu da operação ao saber quem era a fonte.

Paes afirmou que poderia ser preso caso o policial federal não desistisse da ação.

— Era uma operação para me prender. Um falso flagrante. Ele é um delinquente e um vagabundo desses tem que pagar com muita força. Ele é um agente do estado e não pode fazer isso. O que mais me indigna é um agente do Estado se utilizar de seu poder para fins políticos.

De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), “no dia da suposta entrega, Maurício Demétrio chegou a mobilizar os policiais civis Vinícius Cabral de Oliveira (denunciado na fase I da Operação Carta de Corso) e Arménio Luiz Salatiel Braga para fazerem a vigilância de Eduardo Paes e sua comitiva, de modo a obter imagens do veículo utilizado por ele naquela data”, destaca trecho da denúncia que embasou a nova prisão contra o delegado na segunda fase da Operação Carta de Corso.

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