Paes admite que Rio não está pronto para chuva forte como a que atinge a Bahia: 'trabalhar para evitar mortes'

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RIO — O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) afirmou que a capital fluminense não está preparada para enfrentar chuvas como as que atingem diversas cidades da Bahia nos últimos dias. Paes admitiu que o Rio não tem condições para lidar com um possível temporal com as mesmas proporções e que, caso acontece, “certamente causaria enormes problemas para a cidade”. As enchentes no estado nordestino já deixaram ao menos 20 mortes e impactaram 471 mil pessoas no sul baiano.

– Ninguém tá preparado para chuva como aquela. Nenhuma cidade, nem nenhum lugar do mundo. Muito menos a cidade do Rio de Janeiro, com suas características geográficas, de morros e montanhas, a proximidade com mar, quantidade de corpos hídricos existentes – disse o prefeito.

Um alerta enviado pela empresa de meteorologia Metsul, nesta terça, diz que os volumes de precipitação devem ser muito altos em várias áreas do Sudeste, e o maior risco está em Minas Gerais, mas com previsões preocupantes também para São Paulo e Rio. Como mostrou O GLOBO nesta segunda, o corredor de umidade que acometeu a Bahia está vindo em direção ao Sul.

– Uma quantidade chuva como essa certamente causaria enormes problemas na cidade do Rio. Nós buscamos preparar a cidade, mas o que a gente age nesse momento é aquilo que a gente chama de resiliência. Trabalhar para minimizar os danos e para evitar mortes. Prevenimos que essas tragédias sejam aumentadas pelas ineficiências do poder público – destacou.

Questionado sobre um possível mento de caso de Covid-19 na cidade, o prefeito disse que, tem conversado com o secretário de Saúde, Daniel Soranz, para saber como está a situação do Rio. Ele destacou que na cidade do Rio poderá haver um aumento de casos nos próximos meses.

— Eu recebi relatos do entorno (do aumento de casos de Covid na cidade). Primeiro, acho que é inevitável que tenhamos o aumento do número de casos. Não sei se na proporção dos países desenvolvidos que vacinaram menos e vivem o período de inverno, onde a probabilidade do aumento da doença é muito maior. Mas, os números que o Daniel me passa, são os números que a população tem acesso. Não há na rede pública uma percepção de aumento de casos. Parece que a rede particular está registrando um aumento de casos, mas muito baixo. Mas, há uma probabilidade grande do aumento de casos e vamos preparar, acompanhar e monitorar. Não há como antecipar medidas mais rígidas que já existem. Esse é um desafio mundial. Temos que vacinar nossas crianças e a dose de reforço – destacou o prefeito.

O prefeito ainda informou que a capital fluminense não vai cobrar prescrição médica para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Paes também comentou sobre e disse ter um encontro agendado com representantes da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade do Rio (Sebastiana), em janeiro, para discutir o assunto.

– Vou esperar o réveillon. A Sapucaí é como o Maracanã, tem como pedir passaporte de vacina, testes etc. Vamos monitorando a cidade no réveillon para ver como vai ficar no carnaval — disse Paes.

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